Novo teste elétrico pode ajudar a identificar sinais de vida extraterrestre no espaço
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O chip para detectar vida alienígena chegou para revolucionar a astrobiologia e facilitar a caça por micróbios fora do nosso planeta. Esse sensor minúsculo analisa componentes orgânicos da biologia em qualquer terreno espacial sem exigir maquinários enormes.
A grande sacada dos cientistas da Universidade de Osaka , no Japão, foi criar um aparelho microscópico capaz de ler sinais elétricos minuciosos. Eles usaram dois fios de ouro extremamente finos para gerar um vão por onde a corrente elétrica consegue vazar na placa.
Quando uma gota de líquido cai nesse vazio, a corrente sofre picos de energia e revela qual molécula está passeando na amostra. Um sistema rápido e treinado por inteligência artificial capta e separa essas variações com mais de 80% de precisão logo no primeiro uso.
Toda a leitura da engenhoca foca nos aminoácidos por um motivo bem prático, já que eles formam os tijolos das proteínas de qualquer ser vivo que a gente estuda. Na natureza, essas moléculas assumem uma face voltada para a esquerda ou para a direita, como um reflexo de espelho.
O nome técnico para essa assimetria é quiralidade , e o lado escolhido pela molécula serve como um leitor de digital na biologia moderna. Ao medir a posição desses blocos minúsculos, o robô decide na mesma hora se a poeira espacial guarda o resquício de uma bactéria real.
Até hoje, as agências de astrobiologia confiam nas máquinas de espectrometria de massa para rodar essas verificações químicas longe da Terra. O problema prático é que o maquinário toma bastante espaço, pesa muito na nave e exige preparos manuais de um especialista.
O comparativo a seguir exibe os ganhos de logística dessa nova alternativa para a engenharia:
Antes de amarrar o equipamento em um foguete, a equipe rodou avaliações rigorosas com elementos reais que vieram da natureza. O estudo detalhado que saiu na Nature Communications prova que a tecnologia tem bala na agulha para enfrentar cenários áridos com segurança.
A lista destaca os dois primeiros campos de prova escolhidos pelos cientistas para validar essa teoria química:
Segundo a publicação original na ScienceAlert , a meta de longo prazo foca na instalação desse hardware de ouro em sondas não tripuladas. O projeto fornece exatamente a peça eletrônica que faltava para o seu jipe espacial vasculhar luas distantes sozinho no frio escuro.
Agora o próximo passo do laboratório é forçar a inteligência artificial a decifrar moléculas bem esquisitas que não habitam nosso quintal terrestre. Quando o primeiro alarme de biologia espacial soar no painel da NASA, a chance de ele sair do contato de dois fios de ouro minúsculos é bem alta.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.