Retirada preventiva das tubas reduz a incid�ncia de c�ncer de ov�rio
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Caríssima leitora, a coluna de hoje é dedicada a você que está na menopausa ou que já deu à luz os filhos que desejava. No dia em que precisar de uma cirurgia abdominal ou ginecológica, converse com o cirurgião sobre a possibilidade de retirar as tubas de Falópio .
É tecnicamente simples, dura de cinco a dez minutos e não antecipa a menopausa, porque não interfere com a função ovariana. Qual a vantagem? Reduz o risco de câncer de ovário em cerca de 80%.
Câncer de ovário é doença relativamente rara, mas é um dos mais graves, porque costuma ser diagnosticado quando já está espalhado pelas cavidades pélvica e abdominal. Assisti a cirurgias com disseminação tão extensa que dava a impressão de que tinham jogado talco sobre as alças intestinais. Às vezes, os pequenos nódulos esbranquiçados estavam implantados até na superfície abdominal do diafragma.
Apesar dos avanços da cirurgia e da quimioterapia, cerca de metade das pacientes vão a óbito nos cinco primeiros anos.
O diagnóstico quase sempre é tardio, porque os sintomas iniciais são vagos. Cólicas, flatulência, alterações do hábito intestinal e aumento do volume do baixo ventre, que são queixas comuns na vida feminina.
Os exames preventivos periódicos —como ultrassom, toque, exames de sangue—, tão importantes na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de útero, não demonstraram a mesma eficácia no câncer de ovário.
No ano 2000, Jurgen Pick, um estudante holandês fazendo PhD nos Estados Unidos, examinou as peças operatórias de mulheres submetidas à retirada dos ovários, por terem herdado os genes BRCA1 ou BRCA2 que aumentam de tal forma o risco de câncer, que muitas vezes há indicação de retirada preventiva das mamas e dos ovários.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.