Sub-representação feminina na política segue alta, diz pesquisa
Em um cenário que desafia a equidade, uma pesquisa do Instituto Esfera de Estudos e Inovação, divulgada nesta terça-feira, 13 de agosto, em São Paulo, revela que o sistema de cotas de gênero, implementado há quase três décadas no Brasil, não conseguiu reduzir a persistente sub-representação feminina nos cargos políticos.
O estudo aponta que, apesar de ampliar a participação de mulheres nas disputas eleitorais, a efetiva eleição delas permanece um desafio.
A sub-representação feminina na política brasileira persiste, apesar da existência de cotas de gênero há quase 30 anos.
Entre 1998 e 2022, candidaturas femininas cresceram 925%, mas a eleição de mulheres avançou apenas 210%.
O Brasil ocupa a 134ª posição global em representação feminina no Parlamento, superando apenas países com menor índice na América Latina.
O levantamento do Instituto Esfera de Estudos e Inovação aponta que, entre os anos de 1998 e 2022, o número de candidatas à Câmara dos Deputados cresceu 925%, passando de 358 para 3.668.
Contudo, o avanço na eleição de mulheres para esses cargos foi de apenas 210%, aumentando de 29 para 90 deputadas federais no mesmo período.
No Senado Federal, o quadro é ainda mais preocupante.
Na última eleição, a bancada feminina sofreu uma redução de 12,3%, caindo de 12 para 10 senadoras entre as 81 cadeiras disponíveis.
Já nas eleições municipais de 2024, um dado alarmante destaca que mais de 3 mil câmaras locais não elegeram sequer uma vereadora, evidenciando a concentração da sub-representação em diversas esferas do poder.
O desafio da representatividade feminina A pesquisa “A democracia incompleta: sub-representação feminina na política brasileira e caminhos para a paridade” foi elaborada pela jornalista Daniela Matos e pelo diretor acadêmico do Instituto Esfera, Fernando Meneguin.
O estudo revisa uma vasta literatura nacional e internacional sobre o tema e compila dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do Senado Federal e do Observatório Nacional da Mulher na Política.
O objetivo é analisar os principais fatores que historicamente limitam a eleição de mulheres no Brasil.
Em um comunicado, o Instituto Esfera ressaltou que, mesmo com os avanços obtidos desde a implementação da lei de cotas em 1997, o Brasil permanece entre os países com a menor representação feminina no mundo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em istoe.com.br — o conteúdo pertence a IstoÉ.