Com Olivia Wilde dominatrix, 'I Want Your Sex' manda a geração Z transar mais e melhor; g1 já viu
Cooper Hoffman e Olivia Wilde em 'I Want Your Sex' (2026) Divulgação O diretor Gregg Araki, do movimento New Queer Cinema ("novo cinema queer"), sempre pautou boa parte do seu trabalho em torno do sexo: traumas, experimentações, a seriedade e o ridículo das relações sexuais (e como, às vezes, os dois andam lado a lado).
Com décadas de carreira, ele ainda tem mais a dizer.
Araki volta ao tema no filme "I Want Your Sex", que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta (22), com um olhar atualizado: desta vez, o diretor e roteirista quer falar sobre o sexo que a geração Z faz ou, muitas vezes, deixa de fazer.
Choque (sexual) de gerações Em “I Want Your Sex”, o jovem Elliott (Cooper Hoffman) se torna assistente de Erika Tracy (Olivia Wilde), uma artista ousada, mais de dez anos mais velha que ele.
Ele tem um namoro sem paixão com Minerva (Charli XCX, sim, a cantora e agora atriz) e sua libido é direcionada para a chefe — rapidamente, Erika e Elliott passam a viver intensas experiências sexuais; ela dominante, ele, submisso.
Vale destacar a escolha de personagens de Olivia Wilde neste ótimo ano de carreira.
A mesma atriz que interpretou, com excelência, uma mulher frígida em um casamento falido (“O Convite”) é aqui uma dominatrix bastante convincente.
No papel de Erika, Wilde alterna entre uma postura dominadora, frestas de emoção e um ótimo timing cômico para frases absurdas.
Não sabemos tanto sobre Erika, mas a atriz mostra o suficiente do papel para manter o público entretido.
Olivia Wilde em 'I Want Your Sex', de Gregg Araki Divulgação Já Hoffman fica responsável por mostrar a confusa relação entre jovens e a sexualidade nos tempos atuais.
O filme argumenta que a geração Z (principalmente a parte hétero) é reprimida por suas próprias preocupações, e precisa transar mais (e melhor).
Afinal, para que o sexo aconteça, algumas regras precisam ser quebradas — e quem estimula Elliott a fazer isso é justamente uma mulher mais velha, que questiona os limites do que é permitido na cama.
Como o próprio nome já diz, este é um filme com um bocado de sexo.
Mas não é exatamente sensual: na verdade, trata a relação sexual como um encontro muitas vezes desajustado e inevitavelmente vulnerável, ainda que sempre transgressor de alguma forma.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Pop & Arte.