Pressão por voto no trabalho é proibida; saiba reconhecer o crime e onde denunciar no Amapá
Pressão por voto no trabalho é proibida; saiba como denunciar Pressão por voto, ordem para postar propaganda no WhatsApp e ameaça de demissão se determinado candidato vencer: essas atitudes configuram assédio eleitoral e são proibidas por lei.
Entenda os limites da manifestação no emprego e saiba como produzir provas para denunciar.
A poucos dias da eleição de 4 de outubro, a Justiça do Trabalho reforçou a fiscalização no Amapá e no Pará para punir empregadores que constrangem funcionários. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp Em anos eleitorais, a rotina profissional pode se transformar em um ambiente de disputa política.
O assédio eleitoral ocorre quando uma pessoa utiliza a posição de chefe ou superior hierárquico para interferir no voto do funcionário.
As práticas ilegais incluem ameaças de demissão, promessas de aumento salarial e cobranças para saber em quem o trabalhador votou.
Trabalhadores relatam a percepção sobre a pressão nas empresas.
"Eu acho que é crime, né? Porque geralmente quando o pessoal pede voto, geralmente é compra de voto", afirmou o vendedor Luiz Felipe.
O também vendedor Ryan Lima reforça a importância da autonomia no momento do voto.
"Bom, ele pode até pedir, né? Mas aí a gente não vai ouvir, porque aí a gente tem nossa liberdade, aí a gente vai escolher o candidato que quer", disse.
Práticas comuns e terror psicológico A coação no ambiente de trabalho se manifesta de diversas formas, impulsionando a vontade do empregador em detrimento da do empregado.
"O trabalhador é coagido a usar a camisa de um candidato do patrão, a adesivar o próprio carro, pintar o muro ou colocar uma placa na casa dele, além de usar bótons e participar de bandeiradas, passeatas ou carreatas", explicou Lena Mendes, integrante da Comissão de Participação Feminina do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP).
Um levantamento do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), referente ao período entre maio de 2023 e dezembro de 2025, reúne 694 processos sobre o tema no país.
O Pará e o Amapá, estados que compartilham a jurisdição do mesmo tribunal regional, somam 20 ações judiciais.
Em 80% dos casos registrados, há a prática de terror psicológico, caracterizado pelo discurso de que a empresa fechará e as vagas de trabalho serão extintas caso determinado candidato vença a eleição.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Amapá.