Filha suspeita pela morte da mãe no TO alega insanidade mental e passará por perícia
Compra de celular e convite para fazer compras: como filhas planejaram feminicídio da mãe A Justiça determinou que Déborah de Oliveira Ribeiro, acusada de matar a própria mãe, passe por uma perícia após a defesa dela alegar a insanidade mental da ré.
Ela e a irmã, Roberta de Oliveira Ribeiro, estão presas suspeitas pelo assassinato de Deise Carmem de Oliveira Ribeiro.
Segundo as investigações, as filhas viam a mãe como um "embaraço" e o crime teria sido motivado pelo interesse em obter o controle sobre as finanças da família. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Conforme a decisão, a defesa alegou que Déborah apresenta um quadro clínico e neuropsiquiátrico complexo.
Nos autos, foram anexados registros de atendimento médico-ambulatorial e prontuário médico.
Por esse motivo, os advogados pediram a suspensão da audiência de instrução e julgamento, pedido que foi indeferido pela Justiça.
As informações constam em processo sem sigilo.
O g1 solicitou um posicionamento às defesas dos réus, mas não obteve retorno até a última atualização da reportagem.
A ré ainda passará pela audiência, mas somente após a divulgação do laudo pericial.
Déborah também continuará presa na Unidade Penal Feminina de Formoso do Araguaia, conforme a decisão expedida pela juíza Ana Paula Araújo, da 1ª Escrivania Criminal de Peixe, na última segunda-feira (21).
"Os diagnósticos neuropsiquiátricos documentados, por si sós, não traduzem situação de incompatibilidade clínica com o encarceramento cautelar a justificar transferência imediata para hospital de custódia ou conversão em prisão domiciliar, mantendo-se inalterada a custódia preventiva na referida unidade prisional", afirmou a juíza.
Deise Carmem de Oliveira Ribeiro tinha 55 anos Reprodução/Gurupi Memes Audiencia não foi finalizada Parte da audiência de instrução foi realizada na última terça-feira (22), quando foram ouvidas quatro testemunhas.
Conforme o documento, devido à "exaustão dos participantes e a inviabilidade material de conclusão de todos os atos orais", as outras testemunhas serão ouvidas em novembro.
Além de Roberta, também respondem pela ação criminal o marido de Deise, José Roberto Ribeiro, e o genro, Mateus Viana de Oliveira.
Os três devem ser interrogados no dia 27 de novembro.
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