O último elefante apaixonado: conheça a história de Sandro que vive solitário desde que sua companheira partiu
Um elefante chamado Sandro será levado do Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba (SP), para o Santuário de Elefantes Brasil , em Chapada dos Guimarães (MT), referência no acolhimento de elefantes resgatados de situações de cativeiro.
A viagem começou nesta quarta-feira (16).
Chamado de Sandro, o animal, de 54 anos, passou a ser solitário depois da morte da companheira Haisa, em 2020.
Desde então, passou a existir uma batalha entre a Prefeitura de Sorocaba e o Ministério Público de São Paulo para que o elefante tenha a chance de passar os próximos anos de vida em um local mais próximo da natureza.
Leia Mais PF apreende tromba de elefante asiático em antiquário Rio Vídeo: Elefante é resgatado com pneu preso no pescoço na Índia Hoje é Dia do Folclore: relembre as principais lendas brasileiras De acordo com o Santuário, Sandro vivia em um local que não está de acordo com as normas do IBAMA.
O local é pequeno, fechado, úmido, com superfícies duras e sem drenagem de dejetos.
Além disso, o recinto possui 3,5 metros de altura, enquanto o elefante mede quase 3 metros, não cabendo de forma confortável nele.
O trajeto entre São Paulo e o Mato Grosso tem 1.615 quilômetros e a viagem deve durar até dois dias e meio .
A expectativa é que Sandro, depois de tantos anos de solidão, tenha a possibilidade de caminhar sobre superfícies naturais e ter contato com um ambiente que é propício para espécies do seu porte.
Além disso, ele deverá ter uma alimentação personalizada e receber cuidados de saúde que atendam às suas necessidades.
Disputa judicial A CNN Brasil noticiou em junho que o Tribunal de Justiça de São Paulo determinou a transferência do elefante Sandro do Zoológico Municipal de Sorocaba para o Santuário de Elefantes do Brasil.
A Justiça apontou que o recinto em que ele viveu é inadequado e que o isolamento do animal comprometia seu bem-estar físico e emocional.
O TJ também apontou que a convivência com as outras fêmeas que vivem no Santuário deve trazer benefícios para o animal.
Na época, o Zoológico de Sorocaba contestou a decisão da Justiça afirmando que o transporte de Sandro seria prejudicial para o elefante.
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