Biólogo registra cachorro-do-mato abrindo jatobá com os próprios dentes no Pantanal
Biólogo registra cachorro-do-mato abrindo jatobá com os próprios dentes no Pantanal Um cachorro-do-mato (Cerdocyon thous) foi registrado usando os dentes para romper a casca de um jatobá e chegar ao alimento que está lá dentro.
A cena foi flagrada pelo biólogo Lucas Souza, na Fazenda Travessia, no coração do Pantanal mato-grossense, na região da Transpantaneira. 📱 Acompanhe o Terra da Gente também no Instagram Segundo ele, o jatobá tem uma casca difícil de vencer.
“O jatobá possui uma casca resistente, que representa uma barreira física para o acesso à polpa farinácea”, explica.
No registro, o animal manipula o fruto e o quebra com os dentes para chegar à polpa.
Lucas trabalha há 11 anos com pesquisa e faz monitoramento no Brasil e no exterior.
Mesmo com a experiência, foi a primeira vez que presenciou a cena, e ele diz que ficou muito feliz com o registro.
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A dieta inclui pequenos vertebrados, insetos e outros invertebrados, além de frutos de diferentes espécies vegetais.
Essa flexibilidade ajuda a espécie a se adaptar a vários ambientes brasileiros.
"Observar o cachorro-do-mato manipulando e quebrando o fruto com os dentes nos permite refletir sobre suas capacidades de exploração alimentar e sobre como os animais utilizam suas características morfológicas e comportamentais para aproveitar os recursos disponíveis na natureza", conta Lucas.
Embora o consumo de frutos faça parte da dieta conhecida do cachorro-do-mato, é importante diferenciar esse comportamento alimentar geral da frequência específica de consumo de jatobá, que depende de evidências e registros próprios.
Por isso, esse tipo de observação é relevante: além de documentar um comportamento natural, pode contribuir para ampliar o conhecimento sobre a ecologia alimentar da espécie e sua relação com a vegetação nativa.
Cachorro-do-mato com jatobá na boca Lucas Souza Dispersor de sementes? Mamíferos que comem frutos podem participar da dispersão de sementes, dependendo de como consomem o fruto, do destino das sementes e de sua viabilidade depois do consumo.
No caso do jatobá, porém, Lucas pede cautela: não devemos presumir que o cachorro-do-mato esteja atuando como dispersor efetivo sem avaliar o que acontece com as sementes durante e após a alimentação.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.