Copo de Eduardo Paes continua meio cheio, meio vazio
Eduardo Paes (PSD) lidera todas as pesquisas para o governo do Rio de Janeiro, vencendo qualquer adversário no segundo turno com uma margem folgada. Só que também perdeu 18 pontos em sete meses. O copo está meio cheio, meio vazio.
O ex-prefeito da capital tinha 55% em dezembro, na medição do Real Time Big Data. Em julho, o mesmo instituto registrou 37%. Douglas Ruas (PL) saiu de 9% na Genial/Quaest de abril para 16%, e Anthony Garotinho (Republicanos) chegou a 12%.
Mudam os institutos, mas a foto é a mesma: Paes com um terço das intenções de voto no primeiro turno, com seus dois principais adversários do momento próximos dos 15%. Somados, ainda não empatam com o líder.
Ele ganha qualquer simulação de segundo turno. A Paraná Pesquisas, o instituto mais generoso com ele, dá 60,1% a 24,3% contra Douglas Ruas, o candidato do bolsonarismo, e 61,1% a 20,5% contra Garotinho.
A campanha ainda não começou. A propaganda de rádio e TV entra no ar na segunda-feira. O jogo ainda está em aberto, como mostra o caso de Pernambuco, que poderia tirar o sono do ex-prefeito carioca.
João Campos liderava a corrida ao governo de Pernambuco por 55% a 28% em dezembro e hoje aparece atrás de Raquel Lyra. Perdeu quase 30 pontos de vantagem em sete meses, sem escândalo e sem crise, apenas porque era forte no Recife e fraco no interior. Nada é impossível em eleições no Brasil, como cansamos de ver.
Paes é o único candidato do estado que não precisa se apresentar a ninguém. Quatro mandatos bem avaliados de prefeito da capital são um ativo sem paralelo na disputa.
Fora da capital, Paes vira candidato comum. Cai para 32% na Baixada e para 28% no interior, onde Ruas tem 19% e Garotinho, 18%. O Rio tem 16 milhões de habitantes e a cidade não decide sozinha.
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