Quem é o médico preso pela PF em operação contra desvio milionário de recursos da saúde no Ceará
Médico José Newton Lacerda Carneiro é o fundador da Coaph e atual tesoureiro da cooperativa.
Reprodução Entre os cinco presos na última quinta-feira (8), durante uma operação da Polícia Federal que apura desvios milionários de recursos federais destinados à saúde, está o médico José Newton Lacerda Carneiro, ex-presidente e atual tesoureiro da cooperativa investigada.
Empresário, José Newton é graduado em Medicina pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e possui pós-graduação em Gestão Estratégica de Negócios e Gestão de Saúde pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
Também tem formação em áreas como governança corporativa, gestão da inovação e inteligência artificial aplicada à saúde e aos negócios.
O g1 não localizou a defesa de José Newton Lacerda Carneiro para comentar a prisão, até a publicação desta matéria. ✅ Clique e siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp Ao longo da carreira, o médico ocupou cargos de gestão em empresas de grande porte.
Por meio das redes sociais, ele também afirma ter sido fundador do SOS Caucaia, do Samu Caucaia e do Samu Ceará.
José Newton também é fundador e presidente do Conselho de Administração da Cooperativa de Atendimento Pré e Hospitalar (Coaph), cooperativa que está sendo investigada pela PF, e do Grupo HDOC Saúde.
Além disso, empreendeu em setores como alimentação, segurança e entretenimento infantil.
Por meio de nota, a Coaph destacou que a operação não se restringiu à cooperativa, "abrangendo também outras empresas do setor da saúde que mantêm contratos com o poder público".
A Cooperativa disse ainda que é necessário investigar, mas que também é necessário "preservar uma instituição que presta serviços essenciais à saúde". (Veja o posicionamento completo abaixo) Operação Coaptação A Operação Coaptação, deflagrada pela Polícia Federal na última quinta-feira (8), resultou na prisão de cinco pessoas e na apreensão de carros e relógios de luxo, para aprofundar a suspeita de desvios milionários em contratos envolvendo uma cooperativa de saúde, prefeituras e recursos públicos federais destinados à área.
Somente uma empresa teria recebido mais de R$ 1 bilhão em recursos públicos, entre 2007 e 2025.
O esquema envolvia desde a criação de empresas de fachada para fechar contratos com prefeituras até a lavagem de dinheiro por meio da compra de carros de luxo em uma revendedora de veículos em Fortaleza.
No centro do esquema estaria a Cooperativa de Atendimento Pré & Hospital (Coaph), cooperativa que possui vários contratos com prefeituras do Ceará.
Conforme apuração do g1, todos os cinco presos na operação são pessoas relacionadas à Coaph, que tem sede em Fortaleza.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Ceará.