Pastor pede bênção para Flávio Bolsonaro em culto e ora por Brasil livre das 'garras de Satanás'
Bastidores, vídeos e análises de economia e política. De segunda a sexta-feira.
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Presidente da Convenção Geral dos Ministros das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus do Brasil, o pastor José Wellington Costa Junior chamou o senador Flávio Bolsonaro ( PL ) para o altar em um culto para milhares de pessoas nesta terça-feira (25), pediu bênção para a campanha do presidenciável e "suplicou" para que "o Brasil seja liberto das garras de Satanás".
"Abençoe nosso senador Flávio Bolsonaro. Ó Pai amado, abençoe a sua campanha, abençoe os deputados que estão concorrendo, abençoe suas campanhas meu senhor", afirmou. "Esta igreja ora, esta igreja clama, esta igreja suplica para que o Brasil esteja cada dia melhor. Esta igreja ora, Senhor, para que o Brasil seja liberto das garras de Satanás, e que tua glória possa se manifestar", continuou.
A fala ocorreu na noite desta terça, na celebração dos 111 anos da Assembleia de Deus em Alagoas. Foi acompanhada por milhares de fiéis presencialmente e outros milhares online –no momento em que ocorreu, cerca de oito mil pessoas assistiam pela transmissão oficial na internet.
O pedido de votos em cultos religiosos é proibido e pode levar à cassação da chapa e inelegibilidade, mas há margem para interpretação e a punição depende de decisões judiciais.
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) tem posições divergentes sobre o assunto, mas em maio puniu com a inelegibilidade por abuso de poder religioso e propaganda eleitoral irregular uma ex-prefeita que pediu votos num culto . Em outros casos, entendeu que não houve pedido explícito de voto durante a celebração religiosa.
Nesta terça, Flávio incluiu em sua agenda de campanha a participação no culto , mas chegou apenas para esta oração e saiu logo em seguida à fala do pastor sobre sua campanha. O candidato não discursou e, questionado pela Folha sobre se via irregularidade em pedir votos num culto religioso, ignorou as perguntas e saiu sem falar com a imprensa.
Também estava presente no altar o ex-presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL), que é apoiado pelo presidente da Assembleia de Deus em Alagoas, José Orisvaldo Nunes de Lima. O filho dele, Gunnar Nicácio, é candidato a deputado federal pelo PP de Lira.
"Nossos deputados, nossos vereadores, são homens que também não querem a desgraça do Brasil. Eles querem a bênção do Brasil", disse Nunes de Lima, após apresentar nominalmente cada político presente.
Outros que subiram no altar foram o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice de Flávio Bolsonaro, o deputado federal delegado Fábio Costa (PP-AL), e vereadores do PL, além do ex-ministro do Turismo Gilson Machado (Pode), que é candidato a deputado federal em Pernambuco.
O pastor José Wellington Costa Junior afirmou que eles estavam no culto para receber a oração da igreja "porque estão concorrendo a cargos eletivos" de deputado, senador e "também de presidente da República".
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.