Bessent e China devem se reunir por acordo de IA, comércio e minerais
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, e o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, devem se reunir no domingo (20) para tentar chegar a um acordo sobre inteligência artificial, tarifas e minerais críticos para a cúpula desta semana em Washington entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping.
As reuniões na sede do JP Morgan Chase em Manhattan, que também contarão com a presença do USTR (Representante Comercial dos EUA), Jamieson Greer , devem começar por volta das 11h30 no horário de Brasília e devem durar o dia todo.
Os principais temas em discussão serão o status da trégua comercial entre EUA e China, que deve expirar em 10 de novembro ; o fluxo de ímãs de terras raras e minerais críticos chineses, que autoridades norte-americanas consideram insuficiente; e as possíveis medidas de proteção para a inteligência artificial após relatos de falhas de segurança importantes envolvendo modelos de IA .
Leia Mais CXMT: Nova plataforma de chips de memória entra em produção em massa Com reajuste, Bolsa Família chegará a 48% do salário mínimo, diz economista Fed deve subir juros nos EUA novamente neste ano, diz economista O resultado mais provável, segundo analistas, seria Washington e Pequim concordarem com pequenas medidas para demonstrar que continuam evitando o agravamento das tensões em uma relação comercial delicada, que tem grandes consequências para a economia global.
“Acredito que haverá alguma demonstração de resultados concretos, dado o fato de se tratar de uma cúpula presidencial, mas não sinto que estejamos à beira de um avanço significativo”, disse Anna Ashton, analista de comércio com a China há muitos anos e fundadora da Ashton Intelligence.
“Acho que a manutenção do status quo é provavelmente a melhor expectativa de ambos os lados.” Muitas das questões que He, Bessent e Greer terão que resolver para Trump e Xi são resquícios do encontro entre os dois líderes em Pequim, em maio , incluindo um esforço de ambos os lados para reduzir as tarifas sobre bens não estratégicos e as promessas chinesas de aumentar as compras de produtos agrícolas dos EUA em US$ 17 bilhões por ano e de adquirir mais de 200 aeronaves da Boeing.
O encontro entre Bessent, He e Greer segue um padrão estabelecido nos últimos 16 meses, no qual os três representantes se reuniram em cidades europeias e asiáticas para preparar possíveis acordos entre Trump e Xi.
Esses esforços incluíram a trégua de novembro de 2025, alcançada em Busan, na Coreia do Sul , que limitou as tarifas norte-americanas impostas durante o segundo mandato de Trump a cerca de 20% sobre produtos chineses, após uma escalada de retaliações mútuas que as havia levado a níveis de três dígitos em ambos os lados .
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