Líderes da esquerda italiana manifestam apoio a Lula no segundo turno
Lideranças de três partidos de centro-esquerda da Itália divulgaram nesta quinta-feira (15) uma declaração conjunta de apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa o segundo turno das eleições presidenciais brasileiras contra Flávio Bolsonaro (PL), marcado para 25 de outubro.
O posicionamento foi apresentado por representantes do Partido Democrático (PD), do Movimento 5 Estrelas (M5S) e da Aliança Verde e de Esquerda (AVS).
Entre os signatários estão Elly Schlein, Giuseppe Conte, Angelo Bonelli e Nicola Fratoianni.
Na manifestação, os dirigentes expressaram preocupação com o ambiente político da campanha brasileira e criticaram medidas atribuídas ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que, na avaliação deles, representam tentativas de influência externa sobre o processo eleitoral.
Italianos criticam medidas dos Estados Unidos contra o Brasil Na declaração, os líderes italianos mencionaram a prorrogação, em 28 de julho, de uma ordem executiva americana relacionada à aplicação de sobretaxas sobre produtos brasileiros.
Segundo os parlamentares, a justificativa apresentada por Washington envolve críticas a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente em questões relacionadas à liberdade de expressão e à atuação da Justiça brasileira.
Os representantes da coalizão contestaram essa interpretação e lembraram os acontecimentos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas em Brasília.
Para os dirigentes italianos, as decisões judiciais brasileiras devem ser consideradas no contexto das investigações e dos processos relacionados à tentativa de ruptura institucional.
A nota também faz referência a outros episódios apontados pelos signatários como possíveis interferências externas, incluindo medidas comerciais, questionamentos sobre a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro e o alegado bloqueio de uma página de Lula no Facebook.
As situações foram apresentadas pelos políticos como exemplos de pressão sobre o Brasil.
A declaração, porém, não constitui, por si só, comprovação de que todos os episódios tenham ocorrido nas circunstâncias descritas.
Coalizão defende autonomia do processo eleitoral brasileiro Um dos principais argumentos da manifestação é que a escolha do próximo presidente deve ocorrer sem pressões de governos estrangeiros.
Os representantes do PD, M5S e AVS afirmaram que cabe exclusivamente aos brasileiros decidir os rumos políticos do país.
Embora a declaração defenda a autonomia eleitoral brasileira, os próprios dirigentes italianos manifestaram preferência pela continuidade de Lula na Presidência.
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