A esperança de campanha de Lula em atrair voto de eleitores que se abstiveram no primeiro turno
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sustentam a esperança de uma eventual virada sobre Flávio Bolsonaro na expectativa de que eleitores que se abstiveram no primeiro turno decidam votar na segunda etapa da disputa presidencial.
Nos bastidores, membros da equipe do petista avaliam que uma parcela do eleitorado que votaria no presidente deixou de ir às urnas por acreditar que a vitória dele já estava garantida.
Reconhecem que o clima de “já ganhou” às vésperas da primeira etapa da disputa atrapalhou bastante.
Ainda que as pesquisas mostrassem um acirramento, o termômetro da militância indicava, de forma equivocada, que Lula poderia vencer a disputa pelo Palácio do Planalto já em primeiro turno.
Continua após a publicidade Com o desfecho desfavorável para o petista, a campanha do presidente acredita que esses mesmos eleitores que se abstiveram possam ir às urnas e resolver o jogo a favor do mandatário.
Outros fatores que corroboram para que o entorno de Lula acredite que a virada não está fora do radar foram trazidos pela pesquisa Quaest de hoje, especialmente sobre o voto feminino e dos indecisos.
Continua após a publicidade Tanto Lula quanto Flávio viram suas performances piorarem entre as mulheres, de acordo com o levantamento.
A campanha do petista deve explorar temas delicados para o adversário, como o armamento e o assassinato da menina Ana Clara, para atrair o apoio das eleitoras nessa reta final.
A pesquisa mostrou ainda um aumento do número de indecisos, o que é bem recebido pela equipe do mandatário.
Trabalharão com o medo do radicalismo do bolsonarismo e apresentarão Lula como o nome mais moderado da disputa para fazer com que quem ainda não se decidiu abrace a ideia de reeleger o petista.
Continua após a publicidade Uma palavra de ordem dentro da campanha é evitar o salto alto e manter a narrativa de que a virada está prestes a acontecer.
A ideia é não embarcar em teses de que Lula já superou Flávio porque isso poderia desmobilizar os apoiadores que tomaram as ruas e as redes nas últimas semanas.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.