Candidata do PT a suplente no Senado é agredida pela PM em Santa Catarina
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A advogada Fernanda Klitzke, candidata a suplente na chapa de Décio Lima (PT) ao Senado por Santa Catarina, foi detida e atingida por disparos de bala de borracha durante abordagem da Polícia Militar ontem, em Jaraguá do Sul. A PM afirma que houve desacato, desobediência e resistência e que a Corregedoria vai apurar o caso.
O diretório local do PT comemorava os aniversários de setembro dos filiados. A festa ocorreu na casa de um filiado no bairro Água Verde, de acordo com a professora estadual Vera Lucia Freitas, 55, uma das três detidas.
Segundo Vera, por volta das 18h30, Tiago Luis de Azevedo Correa chegou ao local com o som do carro ligado, tocando uma música que cita o presidente Lula, quando foi abordado por uma vizinha. Tiago abriu a janela e a mulher teria pedido que desligasse o som porque não estava conseguindo ouvir a televisão. Ele teria atendido ao pedido, estacionado e entrado na casa.
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Cerca de 1h30 depois, policiais chegaram ao evento procurando o dono do carro e pediram para revistar o veículo, de acordo com Vera. Correa teria questionado se havia mandado e, na sequência, recebeu voz de prisão, um mata-leão e foi imobilizado. A mulher dele, Célia Maria Helmatus, diz ter sido atingida por spray de pimenta ao pedir as chaves do carro para acompanhar o marido à delegacia.
Vera conta que saiu filmando a viatura e ouviu de uma policial a pergunta se queria ir junto para a delegacia. Respondeu que sim, supondo que iria como testemunha, e recebeu voz de prisão e um mata-leão. Foi então que Fernanda Klitzke deixou a festa com as mãos levantadas, identificando-se como advogada, e pedindo calma. "Eu sei o que a polícia faria com um homem negro e periférico como o Tiago", afirmou Vera ao UOL , ao explicar por que saiu da festa e começou a gravar.
Segundo o BO registrado pelos policiais, a solicitante relatou que o som alto do veículo havia deixado o filho, que tem transtorno do espectro autista, agitado . Ainda conforme o registro, ao ser questionado sobre o volume, o homem teria saído do carro em tom exaltado e, depois, corrido na direção da moradora, que se sentiu ameaçada.
Participantes da festa começaram a gravar a ação da polícia no momento em que Klitzke aparece. É possível ver uma policial aplicando um mata-leão em Klitzke. Na sequência, um agente se aproxima e começa a desferir tiros de bala de borracha, derruba a candidata e desfere chutes contra ela. Além de Klitzke, o professor Everson Duarte Cazzaniga, que gritava que ela era advogada, teria sido atingido por uma bala de borracha na região da virilha, segundo Vera.
O BO confirma os tiros. Diz que um cabo efetuou um primeiro disparo em direção a Klitzke, seguido de outros, sempre acompanhados de ordens para que ela cessasse a resistência. Afirma ainda que ela tentou tomar a arma, o que teria motivado a contenção física e o uso de algemas.
Os PMs afirmam que Correa se recusou a acompanhar a equipe até o veículo, além de xingar os militares de "fascistas" e dizer que, "se a festa fosse do Bolsonaro, aquilo não estaria acontecendo".
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.