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Fachin defende juízes e fala sobre transparência de penduricalhos

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Fachin defende juízes e fala sobre transparência de penduricalhos

O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) , Edson Fachin, afirmou que magistrados brasileiros exercem um trabalho “honesto” e julgam com “lisura e produtividade ímpares”.

Em declaração na manhã desta terça-feira (18/8), durante o lançamento de uma cartilha sobre a remuneração de magistrados e magistradas , Fachin salientou que é preciso “separar o joio do trigo” ao discutir os salários da categoria.

Fachin disse que há um tipo de “populismo” que tenta enfraquecer as instituições e usa a “demolição” delas como estratégia política, de promoção pessoal e defesa de interesses privados, alguns ligados a casos de corrupção.

“Há uma forma de populismo que opera nos dias de hoje no Brasil pela erosão das instituições.

O seu método autoritário é conhecido.

Simplificam-se problemas complexos, transformam-se exceções em representações do todo e pela repetição converte-se a crítica necessária em uma narrativa permanente de ilegitimidade”, disse Fachin.

O presidente do CNJ prosseguiu: “O Poder Judiciário, como não poderia deixar de ser, está e estará sempre aberto à crítica, ao escrutínio público e à correção, mas não podemos aceitar que a crítica legítima seja substituída por campanhas sistemáticas de descredibilização.” Leia também Manoela Alcântara Fachin diz que apuração de ameaças a Dino não pode atingir jornalistas Manoela Alcântara Fachin envia mensagem a autoridades colombianas após terremoto Manoela Alcântara Fachin leva ao CNJ proposta de Código de Ética para magistrados Manoela Alcântara Fachin diz que críticas às decisões do STF fortalecem a democracia Em seguida, Fachin salientou que o Judiciário está fazendo sua parte para além do julgamento em que o Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu regras nacionais para a aplicação do teto constitucional.

“Por isso, com todas essas condutas e realizações, não se pode transformar a demolição de instituições e método de atuação política de propaganda pessoal e de patrocínio de interesses privados e segmentos econômicos não raro atrelados a procedimentos de corrupção.

Estamos atentos a essa diluição institucional”, ponderou.

Ao fim, o ministro afirmou que sua gestão tem feito a “separação do joio”, estabelecido limites e criado mecanismos de controle.

“Demos transparência, o Poder Judiciário brasileiro tem prestado contas e não tem nada a esconder.

É preciso, portanto, separar o joio do trigo, precisamente para que ao final, permaneça pedra sob pedra”, concluiu.

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