Aventureiros descem ao fundo do Mediterrâneo e encontram 1.400 círculos gigantes desenhados milimetricamente na areia
O desenho no fundo do mar chamou atenção pelo número de formas e pela precisão do alinhamento
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR A mais de 100 metros de profundidade, ao norte da Córsega , o fundo do Mediterrâneo assume um padrão que parece impossível de ignorar: centenas de círculos quase regulares, muitos com dezenas de metros de diâmetro. As campanhas da Gombessa 6 mapearam 1.417 anéis coralígenos concentrados em uma área submarina única.
As estruturas são anéis coralígenos , formações construídas ao longo do tempo por processos biológicos e geológicos. Elas apresentam uma coroa rica em rodólitos e organismos calcários, além de zonas centrais e faixas de sedimento.
O primeiro estudo científico publicado sobre o fenômeno , em 2012, descreveu estruturas de aproximadamente 20 a 30 metros de diâmetro ao norte do Cap Corse .
O mapeamento ampliado da Gombessa 6 contabilizou 1.417 anéis . Eles aparecem entre aproximadamente 90 e 135 metros de profundidade, com grande concentração na faixa entre 110 e 120 metros.
A investigação combinou sonar multifeixe, sonar de varredura lateral, mergulho profundo, veículos subaquáticos e fotogrametria . Cada técnica revelou uma parte diferente do relevo e da composição dos anéis.
O Marine Geoscience Data System reúne a localização e a classificação interpretada das estruturas registradas pelas campanhas entre 2021 e 2023.
Não. O levantamento separou os anéis conforme a presença ou ausência de uma formação central. Essa diferença pode ajudar a reconstruir como essas estruturas surgiram e mudaram ao longo do tempo.
Os anéis formam habitats profundos raros e aparecem em uma região marcada por falhas geológicas e antigas mudanças do nível do mar. A geometria chama atenção, mas a combinação entre geologia e vida marinha é o que torna a área especialmente valiosa.
O conjunto de dados publicado em 2026 liga a posição dos anéis à rede de falhas interpretada no fundo do mar. Isso permite investigar como relevo, circulação de fluidos, sedimentos e crescimento coralígeno contribuíram para uma paisagem que permanece praticamente sem equivalente conhecido.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.