Nova fase de operação investiga fraude de até R$ 70,4 milhões em empréstimos da Desenvolve SP
A Sede da Deic, em Campinas Giuliano Tamura/EPTV A Polícia Civil, por meio do Núcleo Especializado de Combate à Criminalidade Organizada e à Lavagem de Dinheiro (Neccold), de Campinas (SP), iniciou nesta quinta-feira (3) a segunda fase da Operação Avaritia, que investiga suspeitas de fraudes em financiamentos da Desenvolve SP.
Ao todo, são cumpridos 22 mandados de busca e apreensão em São Paulo (SP), Mogi das Cruzes (SP), Suzano (SP) e Barueri (SP), além do Rio de Janeiro (RJ).
A ação mobilizou cerca de 80 policiais civis e 27 viaturas.
Segundo o governo estadual, as fraudes investigadas teriam ocorrido entre 2021 e 2022, durante a pandemia.
O prejuízo pode chegar a R$ 70,4 milhões.
A investigação começou depois que a própria Desenvolve SP recebeu, pela Ouvidoria, uma denúncia sobre uma operação de crédito, em janeiro de 2022.
A agência fez uma apuração interna, encontrou outros casos suspeitos e avisou as autoridades.
Segundo a polícia, o grupo usava empresas de fachada, documentos falsos e informações financeiras manipuladas para conseguir os empréstimos.
Depois que o dinheiro era liberado, os valores eram enviados para contas de terceiros e movimentados várias vezes.
A suspeita é de que isso fosse feito para dificultar a identificação de quem realmente ficou com os recursos.
Os nomes dos investigados não foram divulgados.
Como o grupo atuava A polícia identificou dois principais grupos dentro do esquema: Um deles seria responsável pelo contato com empresários e pelos pedidos de empréstimo.
O outro prepararia documentos para fazer as empresas parecerem regulares e com condições de receber o dinheiro.
Entre esses documentos estavam contratos, registros de empresas, balanços e procurações.
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