Estudantes protestam na Itália por educação e contra gastos com guerras
Estudantes voltaram às ruas de diferentes cidades da Itália neste sábado (17) para exigir mais investimentos na educação pública e criticar a destinação de recursos para armamentos e conflitos internacionais.
As manifestações ocorreram em Cagliari, Corigliano Rossano, Bergamo e Bolonha, dando continuidade à mobilização iniciada na sexta-feira (16).
Os protestos reuniram estudantes do ensino médio e universitários, além de moradores e representantes de outros movimentos sociais.
Entre as principais reivindicações estão melhores condições nas escolas e universidades, ampliação do financiamento à pesquisa e medidas para enfrentar o aumento do custo de vida.
Embora parte das manifestações tenha ocorrido pacificamente, episódios de vandalismo e confrontos registrados durante os dois dias provocaram críticas do governo italiano.
A primeira-ministra Giorgia Meloni defendeu o direito à manifestação, mas pediu que os partidos de oposição condenem explicitamente os atos de violência.
Meloni condena violência durante manifestações Após participar do Conselho Europeu, em Bruxelas, Meloni comentou os protestos e afirmou que considera legítima a mobilização dos estudantes.
“Fico sempre satisfeita quando há mobilização”, declarou a primeira-ministra.
A chefe de governo, entretanto, destacou que manifestações pacíficas não podem ser confundidas com ataques contra policiais ou o uso de artefatos explosivos.
Meloni cobrou uma posição clara das forças políticas italianas diante dos episódios de violência, defendendo que o direito de protestar seja exercido sem colocar em risco a segurança pública.
As declarações ocorreram após confrontos registrados na sexta-feira diante do Ministério da Educação, em Roma, e novos incidentes durante os atos de sábado.
Mais de 600 estudantes participam de protesto em Cagliari Na cidade de Cagliari, capital da Sardenha, mais de 600 estudantes participaram do segundo dia consecutivo do movimento conhecido como “No Meloni Day”.
A concentração ocorreu na Piazza Garibaldi, de onde os manifestantes seguiram em direção à sede do Conselho Regional, na Via Roma.
Com faixas, cartazes, apitos e música, os participantes defenderam a ampliação dos recursos destinados à educação e criticaram os investimentos em armamentos.
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