E no Corinthians? Seedorf tentou mudar hino e vetar chinelos no Botafogo
Quando veio ao Brasil, Clarence Seedorf mudou o patamar do Botafogo.
Porém, se conseguia decidir partidas dentro de campo, com toda a sua qualidade técnica, o holandês causava muitos problemas fora dele.
Ainda como jogador, Seedorf quis fazer uma série de mudanças no Glorioso , seja na rotina dos atletas, funcionários e até no hino do clube.
Segundo ele, a palavra “perder” não poderia aparecer — o trecho em questão é: “Não podes perder, perder para ninguém” — no hino do clube.
A solicitação, obviamente, não foi atendida e gerou atrito imediato com a diretoria do Botafogo.
Veja abaixo alguns dos pedidos de Seedorf no Botafogo! Leia Mais NFL leva experiência gratuita a Curitiba, Fortaleza e Belo Horizonte Boca Juniors x Vasco: horário e onde assistir ao jogo da Copa Sul-Americana Atlético de Madrid vence Man.
United e conquista 1ª vitória na Champions Aconselhava os jogadores a não usarem chinelos para ir aos treinos; Queria trocar a linguiça suína pela bovina na alimentação dos atletas; Não permitia a presença de dirigentes no vestiário em dias de jogos, pois entendia que aquele espaço deveria ser exclusivo dos jogadores; Defendia o uso de voos fretados para viagens de longa distância; Solicitou ao clube a formação de uma equipe médica multidisciplinar, composta por clínico-geral, fisioterapeuta e especialista em medicina esportiva; Não gostava da frase “Não podes perder, perder para ninguém”, presente no hino, pois considerava que deveria haver uma referência à vitória; Recomendava que os jogadores evitassem comer feijão antes das partidas, por acreditar que o alimento os deixava mais pesados; Orientava os roupeiros a disponibilizarem as camisas nos cabides, em vez de dobrá-las, por acreditar que o uniforme amassado prejudicava o desempenho dos atletas.
Porém, alguns pedidos geraram mudanças, mesmo que tímidas.
Dirigentes passaram a frequentar menos os vestiários, e o departamento médico passou por mudanças.
E deu certo, já que o clube conquistou o Campeonato Carioca em 2013, além de uma vaga para a Libertadores do ano seguinte.
A competição continental, no entanto, não veria o estilo do holandês.
Isso porque, antes da disputa, ele alegou ter perdido a confiança em pessoas do clube, especialmente por conta da saída do técnico Oswaldo de Oliveira, com quem tinha excelente relação.
Então, aceitou proposta do Milan e deixou o Botafogo, dizendo para companheiros que teria permanecido se não fossem por “promessas quebradas”.
A relação é fria, e jogador e clube nunca fizeram qualquer tipo de ação conjunta desde a saída.
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