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Exportações chinesas de tecnologias limpas reduzirão emissões globais em volume equivalente às emissões do Brasil em 2026

UOL Notícias ·
Exportações chinesas de tecnologias limpas reduzirão emissões globais em volume equivalente às emissões do Brasil em 2026

PEQUIM, 29 Out (Reuters) - As exportações de tecnologia limpa da China neste ano reduzirão as emissões de carbono fora de suas fronteiras em uma quantidade ​equivalente às emissões anuais do Brasil decorrentes do ​consumo de combustíveis fósseis, segundo uma análise divulgada antes da cúpula climática COP31, que ocorrerá no próximo mês.

As exportações chinesas de painéis solares, turbinas eólicas, veículos elétricos e baterias ajudarão o mundo ​a evitar 450 milhões de ⁠toneladas de emissões ​de dióxido de carbono, responsáveis pelo aquecimento global, de acordo com ⁠a análise realizada pelo Centro de Pesquisa em ​Energia e Ar Limpo, com sede na Finlândia.

As emissões evitadas equivalem a 2% das emissões anuais mundiais fora da China, que domina as cadeias de ‌abastecimento de energia limpa, desde veículos elétricos ‌até baterias ​de lítio.

A China é o maior emissor mundial de dióxido de carbono no total, mas os EUA são o maior emissor per capita e também o maior produtor histórico ‌de gases de efeito estufa. O Brasil está entre os 10 maiores emissores.

As exportações de tecnologia limpa da China estão ajudando o mundo a evitar emissões, especialmente no Sul Global, onde estão descarbonizando redes elétricas fortemente dependentes de combustíveis fósseis, segundo a análise.

O impacto dessas exportações está em ascensão: o volume de emissões evitadas subiu em relação aos 370 milhões de toneladas de CO2 registrados no ano anterior — um montante superior ao total de emissões do Reino ‌Unido provenientes do consumo de combustíveis fósseis.

A maior parte das emissões evitadas veio de países do Sul Global, à medida que aumentaram as importações da China ​e modernizaram redes elétricas poluentes, segundo a análise. Muitos desses países estão em regiões ensolaradas com grande potencial para energia solar, ‌de longe a maior fonte de emissões evitadas entre as exportações da China.

A redução nas emissões climáticas superou o dióxido de carbono emitido na fabricação dos painéis solares, ‌turbinas e outros equipamentos, segundo o ‌relatório, que estima que levou cerca de seis meses para que as importações de tecnologia limpa “compensassem” as emissões da fabricação.

A ⁠quantidade de emissões evitadas ao longo da vida útil dos equipamentos exportados da China em 2026 — que, no caso de parques eólicos e solares, podem ser utilizados por décadas — está estimada em 8,4 bilhões de toneladas de CO₂ — o equivalente ao que os EUA e a ​Índia juntos emitem em ​um ano a partir de combustíveis fósseis, segundo o relatório.

Apesar das preocupações globais com o excesso de capacidade industrial da China e seu impacto sobre os fabricantes de outros países, a análise constatou que as exportações de tecnologia limpa da China, em termos agregados, criaram novos mercados em vez de substituir os produtores existentes.

No entanto, o aumento nas exportações verdes reduziu os preços unitários e diminuiu as receitas dos produtores ⁠já estabelecidos.

A China classificou as tarifas sobre tecnologias limpas como o novo problema para a ação ​climática e prometeu se opor a elas na COP31.

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