Justiça torna réu bombeiro que matou estudante de Medicina a tiros após briga de trânsito em Taubaté
Bombeiro que matou estudante de Medicina chega a presídio militar em SP William Almeida/TV Vanguarda A Justiça tornou réu o bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, que matou a tiros o estudante de Medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, após uma discussão de trânsito em Taubaté, no interior de São Paulo.
A decisão foi assinada nesta sexta-feira (9) pelo juiz Flavio de Oliveira Cesar, da Vara do Júri, Infância e Juventude.
O bombeiro responde por homicídio qualificado.
Ele admite ter efetuado os disparos, mas afirma que agiu em legítima defesa.
O recebimento da denúncia pelo juiz significa que a ação penal seguirá para as próximas etapas, para que ele seja julgado.
Na decisão, o magistrado considerou que há elementos reunidos durante a investigação que justificam o andamento do processo.
Ele determinou que o bombeiro seja citado para apresentar resposta escrita à acusação no prazo de 10 dias, contado a partir do cumprimento do mandado por um oficial de Justiça. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Marcos está preso preventivamente no presídio militar Romão Gomes, na capital, por determinação liminar do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).
Justiça mantém prisão de bombeiro que matou estudante Novo depoimento Um novo depoimento prestado à Polícia Civil reforçou a versão de que Marcos teria iniciado a abordagem contra Bruno.
Segundo a testemunha, os dois carros estavam parados em um semáforo na Avenida do Povo, em Taubaté, quando o motorista do Jeep teria gritado para o estudante descer do veículo.
Na sequência, ainda de acordo com o depoimento, Marcos teria quebrado o vidro de um carro com o cotovelo, levantado a camiseta, sacado uma arma preta e feito cinco disparos contra Bruno.
A testemunha afirmou que não viu uma reação agressiva da vítima antes dos tiros.
Também disse que não viu Bruno portar qualquer objeto ou arma.
O depoimento foi anexado ao processo.
Testemunha diz que bombeiro quebrou vidro com cotovelo, xingou e atirou 5 vezes; estudante não reagiu, segundo depoimento; FOTO mostra canivete Arquivo pessoal Uma fotografia obtida pelo g1 também mostra um canivete encontrado dentro do carro de Bruno.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.