Genial diz que entregou documentos ao MPSP e destituiu diretor investigado
Deflagrada nesta quinta-feira (24/9), a 3ª fase da Operação Carbono Oculto mira um esquema de lavagem de dinheiro relacionado à aquisição de uma distribuidora de combustíveis .
Entre os principais alvos, está Humberto Arthur Tupinambá Neto, ex-executivo do Banco Genial .
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1 de 9 Divulgação/Receita Federal 2 de 9 Divulgação/Receita Federal 3 de 9 Divulgação/Receita Federal 4 de 9 MPSP deflagra operação Crédito Oculto, terceira fase da Carbono Oculto, em SP e mais 6 estados Divulgação/MPSP 5 de 9 Divulgação/Receita Federal 6 de 9 Divulgação/Receita Federal 7 de 9 Divulgação/Receita Federal 8 de 9 Divulgação/Receita Federal 9 de 9 Divulgação/Receita Federal A instituição afirmou, em nota, que colabora com a investigação e que Tupinambá não integra a diretoria e não é sócio da instituição desde maio de 2026, quando foi destituído.
Batizada oficialmente de Crédito Oculto, a operação acontece em meio a investigações que revelaram o uso de fintechs, fundos de investimento e empresas de fachada para ocultar o controle de uma usina sucroalcooleira e viabilizar a compra da distribuidora .
O Ministério Público de São Paulo ( MPSP ) cita o banco e o executivo como parte do núcleo financeiro usado para viabilizar a aquisição e ocultar os bens do grupo criminoso.
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O dinheiro foi aplicado em Certificados de Depósito Bancário Vinculados (CDBVs) emitidos pelo banco.
Com lastro nos CDBVs, o Genial emitiu créditos em favor de duas empresas de fachada.
Os créditos foram usados na compra da distribuidora de combustíveis Terrana.
As autoridades alegam que, como o cotista do Radford era a Usina Itajobi, tratou-se de uma operação circular : o grupo emprestou dinheiro a si mesmo por meio do fundo e do banco para simular um financiamento legítimo de mercado .
Conversas obtidas durante a investigação revelaram, ainda, contatos diretos entre Paulo Narcélio Simões do Amaral, apontado como “laranja” no esquema, Humberto Tupinambá e seus irmãos André e Bruno Tupinambá (também alvos da operação) entre maio de 2024 e agosto de 2025 para alinhar as negociações do financiamento.
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