Justiça barra pedidos de Oruam em ação por lavagem de dinheiro para o CV
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) rejeitou uma série de pedidos apresentados pela defesa do rapper Mauro Nepomuceno, conhecido como Oruam, e determinou o andamento da ação penal em que ele é réu ao lado do pai, o traficante Márcio Santos Nepomuceno, o Marcinho VP e de outros nove investigados por lavagem de dinheiro para o Comando Vermelho (CV).
A informação consta em decisão à qual o Metrópoles teve acesso.
A ação penal, que tramita em segredo de Justiça , apura um esquema estruturado de lavagem de dinheiro e organização criminosa para ocultar recursos oriundos do tráfico de drogas do CV em comunidades cariocas.
Segundo denúncia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) , Oruam usaria a carreira artística para dissimular valores do crime e custear despesas pessoais.
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Veja Fábia Oliveira Oruam precisa de autorização para fazer shows após revogação de prisão Celebridades Noiva de Oruam se declara após nova decisão da Justiça: “Falta pouco” O que pedia a defesa do Oruam? A defesa havia protocolado uma petição para pedir a realização prévia de perícia técnica nos dados telemáticos e na cadeia de custódia das provas — conjunto de procedimentos usados para preservar e documentar o histórico de um vestígio desde a coleta; Os advogados também solicitaram que o Google fosse oficiado para fornecer os dados brutos do e-mail de um dos réus; Solicitou que a Polícia Judiciária fosse proibida de se manifestar nos autos sem convocação da Justiça ou do Ministério Público (MP).; Ao analisar os pedidos, a Justiça indeferiu todos eles.
Segundo a Corte, o processo penal deve seguir as etapas previstas e a antecipação de discussões sobre a validade das provas, antes do momento processual adequado, poderia causar tumulto no andamento da ação.
Em relação aos pedidos de perícia e de obtenção de dados junto ao Google, o juízo afirmou que a defesa não apresentou nenhum elemento concreto que apontasse possíveis irregularidades nas mídias ou nas provas.
Já o pedido para impedir manifestações da Polícia Judiciária foi rejeitado porque, segundo o juízo, prestar esclarecimentos técnicos sobre as investigações está entre as atribuições legais da corporação.
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