Presidente, e depois de 2030?
Senhor Presidente, Não acompanhei pelos noticiários a proclamação do resultado eleitoral.
Pelas janelas, soube de tudo.
Na manhã seguinte, li que milhões de brasileiros haviam lhe confiado mais quatro anos à frente da Presidência da República.
Escrevo-lhe porque gostaria de saber o que permanecerá quando seu mandato terminar.
Sou cidadã, urbanista, pesquisadora e avó preocupada com o futuro do meu neto.
Passei pela ditadura e acompanhei a reconstrução da democracia.
Não sou opositora, tampouco correligionária.
Aprendi a reconhecer o valor do voto e a importância de acompanhar o que acontece depois dele.
Nas promessas de governo, sinto falta de duas informações: quanto custarão e quando serão cumpridas.
Preocupa-me também saber como assegurar a continuidade das políticas públicas quando os governos mudam.
Começo pela moradia.
O Brasil registra um déficit de 5,77 milhões de domicílios, concentrado nas famílias de menor renda (Fundação João Pinheiro).
Reconheço os avanços do Minha Casa, Minha Vida, mas quantas moradias contratadas serão efetivamente entregues? Haverá transporte público, escolas e unidades de saúde nesses bairros? Uma casa distante dos serviços essenciais pode criar novas dificuldades para seus moradores.
E as famílias que já vivem nas periferias, em assentamentos precários ou áreas sujeitas a inundações e deslizamentos? Precisam de infraestrutura, regularização fundiária e obras de prevenção.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jovempan.com.br — o conteúdo pertence a Jovem Pan.