Palmeiras assumia o Porco como mascote há exatos 40 anos
Aconteceu num clássico contra o Santos, numa quarta-feira 29 de outubro de 1986. O Palmeiras venceu por 1 x 0, gol de Mirandinha, aos 32 minutos do segundo tempo. Antes, aos 10 da primeira etapa, o meia Ribamar cobrou pênalti defendido pelo goleiro Martorelli, no gol do tobogã, no Pacaembu.
A vitória deixou o Palmeiras na liderança do Grupo I do Campeonato Brasileiro. Mas a manchete não foi essa.
Durante o jogo, o narrador da rádio Jovem Pan, José Silvério, espantou-se: "Acontece um momento incrível! A torcida do Palmeiras canta Porco!" O grito que ecoou a partir daquela quarta-feira era: "Dá-lhe Porco, Dá-lhe Porco, Olê, olê, olê!"
Na semana seguinte, a revista Placar levou o ídolo palmeirense Jorginho e um corpo trazido de uma fazenda em Limeira para fazer a foto da capa da edição 859. Na redação, contava-se que deu trabalho para pegar e lavar o porco que ficou no colo de Jorginho.
A ideia de assumir o porco como mascote era do diretor de marketing do clube, em 1983, João Roberto Gobatto. Havia resistência da diretoria presidida por Paschoal Giuliano. Gobatto seguiu a campanha com torcedores, os mesmos da Torcida Uniformizada do Palmeiras (TUP) e da Mancha Verde que levaram o canto às arquibancadas do Pacaembu.
Por seu trabalho, até hoje o Nubank Parque tem dois mascotes palmeirense. O Periquito, chamado de Periquito. E o Porco, apelidado Gobatto. Os dois são vistos amigavelmente no gramado do estádio palmeirense em todos os jogos como mandante.
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