Renan Santos e sua bomba atômica
Jornalista, autor de cinco volumes sobre a história do regime militar, entre eles "A Ditadura Encurralada"
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Renan Santos parece excêntrico ao dizer que o Brasil deve ter uma bomba atômica , mas a verdade é que, desde 1945, sempre houve alguém no governo trabalhando por ela. Às vezes tinha poder e às vezes pensava que tinha.
O campeão da ideia de uma política nuclear foi o almirante Álvaro Alberto (1889-1976), primeiro presidente do Conselho Nacional de Pesquisas, que empresta seu nome à usina de Angra .
Em 1951, o Conselho de Segurança Nacional discutia a construção de um reator nuclear. (Só no ano seguinte Israel criou sua Comissão de Energia Atômica.)
Em julho de 1954, um grupo de cientistas alemães montou e testou três centrífugas para enriquecer urânio. O Brasil havia pedido licença para importá-las e os Estados Unidos a haviam negado. Álvaro Alberto foi em frente e elas estavam prontas para embarque no porto de Hamburgo quando foram apreendidas.
As centrífugas acabaram vindo em 1956, mas só começaram a funcionar em 1970, quando Israel já era uma potência nuclear desde 1966 ou 1967.
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