Malas com R$ 1 milhão: PF diz que presidente de Docas do PA lidera desvios
A apreensão de R$ 1,2 milhão em espécie em duas malas, revelada pelo coluna após a deflagração da Operação Sonar pela Polícia Federal (PF) , faz parte de uma investigação que aponta o então presidente da Companhia Docas do Pará (CDP), Jardel Rodrigues da Silva, como “líder” e “principal beneficiário” de um esquema de desvios de recursos públicos, cobrança de propina de fornecedores e direcionamento de contratos.
Segundo documentos da investigação, obtidos pela coluna, a organização criminosa teria se instalado na cúpula da empresa pública federal a partir de 31 de julho de 2023, quando Jardel assumiu a presidência da estatal.
A apuração aponta que ele teria centralizado etapas dos pagamentos e coordenado a exigência de valores em dinheiro vivo para a liberação de faturas de empresas que já haviam prestado serviços à companhia.
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A Companhia Docas do Pará (CDP) é uma empresa pública federal responsável pela administração e pelo gerenciamento da infraestrutura dos portos públicos do Pará, entre eles os portos de Belém, Santarém e Vila do Conde.
De acordo com os autos, antes do segundo semestre de 2023, as faturas já aprovadas seguiam diretamente para a Tesouraria Central da CDP para pagamento.
Após a chegada de Jardel à presidência, a etapa final de autorização teria sido concentrada no gabinete da Diretoria da Presidência (Dirpre) e no gerenciador bancário.
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1 de 5 O dinheiro estava separado em pilhas PF/Divulgação 2 de 5 PF/Divulgação 3 de 5 Ao todo, foi encontrado R$ 1, 2 milhão PF/Divulgação 4 de 5 Investigadores usaram uma máquina para contar o montante PF/Divulgação 5 de 5 Malas foram encontradas na casa de um investigado PF/Divulgação Uma auditoria da CGU apontou que, no primeiro semestre de 2023, os pagamentos eram realizados em prazos curtos.
A partir da criação da nova etapa na Presidência, os atrasos chegaram a uma média de 57 dias, segundo a investigação.
Conforme os documentos, a retenção das faturas teria sido utilizada como mecanismo de pressão sobre fornecedores.
Empresários que não recebiam pelos serviços já prestados eram orientados a procurar uma assessora na sede da estatal.
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