Cientistas brasileiros exploram uso de ondas sonoras para destruir vírus da Covid-19
JORNAL DA UNESP | No enfrentamento à pandemia de covid-19, a chegada das vacinas representou o ponto de inflexão para controlar o contágio.
Em paralelo, foram desenvolvidos medicamentos que auxiliam os médicos a lidarem com os casos clínicos.
Mas a possibilidade de que emergências semelhantes voltem a assolar o planeta no médio prazo estimula a continuidade da pesquisa.
Uma destas iniciativas, que envolve docentes da Unesp e da USP, explora a possibilidade do uso de ondas sonoras para destruir os microrganismos.
Os resultados foram publicados na revista científica Scientific Reports .
Vacinas e medicamentos, as técnicas terapêuticas mais utilizadas para o controle de doenças, baseiam sua capacidade de atuação em propriedades químicas e biológicas.
Mas, após o advento da covid-19, cresce a investigação de terapias amparadas em propriedades físicas, não químicas.
É o caso do uso de ondas sonoras emitidas por máquinas de ultrassom para romper a estrutura de vírus respiratórios e controlar a carga viral.
No artigo, os pesquisadores brasileiros relataram os resultados de experimentos in vitro, nos quais as ondas emitidas pelo ultrassom desestabilizaram o vírus da covid-19, o SARS-CoV-2, e o da influenza A, o H1N1, causando a ruptura do envelope viral, a fragmentação das partículas e a redução da capacidade dos vírus de infectar células.
O emprego deste tipo de recurso no tratamento da saúde humana não é algo simples.
Muitas das técnicas para a desinfecção in vitro ou ambiental que utilizam princípios físicos operam em condições de alta intensidade, o que as torna pouco compatíveis com aplicações terapêuticas em tecidos vivos.
A radiação ultravioleta, por exemplo, possui a capacidade de inativar vírus rapidamente.
Porém, o potencial para causar danos aos tecidos é igualmente elevado.
Outra alternativa, a radiação não ionizante, também é reconhecida por causar danos às estruturas biológicas.
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