Entenda a teoria que levou os vencedores do Nobel de Economia a mudar a política monetária
Os americanos Robert Hall e Michael Woodford venceram o Prêmio Nobel de Economia.
Globo/ Reprodução O Prêmio Nobel de Economia deste ano foi concedido aos americanos Robert Hall e Michael Woodford.
Os dois desenvolveram modelos que ajudam governos e bancos centrais a combater a recessão e a inflação. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Assim como no trânsito é preciso atenção para decidir quando frear ou acelerar, a condução da economia também depende de decisões tomadas no momento certo.
Nesse processo, os bancos centrais têm o papel de ajudar a controlar o ritmo da atividade econômica.
Quando a economia está aquecida demais, com inflação elevada e preços em alta, a tendência é aumentar os juros para conter o consumo.
Já quando o crescimento perde força, a redução dos juros pode estimular a atividade econômica.
Mas, para que essas decisões sejam eficazes, não basta analisar apenas os dados do passado.
Os vencedores do Nobel mostraram que, além de observar indicadores já conhecidos, é necessário prestar atenção às expectativas sobre o futuro.
Robert Hall e Michael Woodford criaram um modelo que forneceu base teórica para calibrar essas decisões e evitar, por exemplo, que um aumento excessivo dos juros provoque uma recessão.
O economista e professor da FGV, Aloisio Araujo, trabalhou com o Woodford.
Ele disse que o colega mudou o jeito de os Bancos Centrais do mundo todo pilotarem a economia.
"O Banco Central tem uma participação muito importante na condução da política monetária e de moderar as oscilações econômicas.
Não é neutro, está certo.
A política dele tem efeitos na atividade econômica".
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