Polícia Civil indicia 12 por desvio e venda de R$ 100 mil em celulares doados a Etec do interior de SP
Polícia indicia doze pessoas por desvio de celulares doados pela Receita à Etec de Lins A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Lins (SP), concluiu o inquérito policial que apurou o desvio e a comercialização ilegal de celulares doados pela Receita Federal à Escola Técnica Estadual (Etec) de Lins (SP).
Segundo a investigação, 100 smartphones doados à instituição foram vendidos irregularmente por aproximadamente R$ 100 mil.
Ao todo, 12 pessoas foram indiciadas pela participação no esquema. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp Os suspeitos responderão, de acordo com a polícia, por crimes como peculato, falsidade ideológica, fraude processual, supressão de documento público, associação criminosa, receptação qualificada e crimes contra a ordem tributária.
Celulares doados à Etec de Lins foram apreendidos após desvio para venda irregular Polícia Civil/Reprodução Relembre o caso A investigação começou em janeiro de 2026, após denúncias de que aparelhos destinados à Etec estavam sendo vendidos de forma irregular no comércio da região.
De acordo com a Polícia Civil, a unidade escolar recebeu da Receita Federal, em outubro de 2025, um lote com 150 smartphones e 120 relógios inteligentes exclusivos para fins educacionais.
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Em depoimento à polícia, eles alegaram que os recursos seriam utilizados em reformas na unidade.
Os 100 aparelhos foram entregues a um comerciante de Promissão (SP) por cerca de R$ 100 mil.
As caixas dos produtos ainda continham adesivos originais com a inscrição "doados pela Receita Federal", o que indica conhecimento da origem ilícita por parte do comprador.
A investigação apontou que R$ 73 mil decorrentes da venda foram depositados na conta bancária pessoal de um servidor da escola.
Dados bancários obtidos com autorização judicial revelaram que o dinheiro só foi repassado à instituição após a deflagração da operação policial, em 7 de janeiro.
Um homem que intermediou a negociação entre os servidores e o comerciante também foi indiciado por peculato.
Apenas um dia após decidir vender o lote, a instituição fez um novo pedido à Receita Federal solicitando outros 300 aparelhos, sob a justificativa de que seriam usados pelos estudantes.
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