Cuiabá reage a manifesto de clubes a favor das bets e mantém posição contrária
Presidente do Cuiabá revela por que clube recusa patrocínios de bets O Cuiabá mantém o posicionamento contrário às empresas de apostas esportivas em meio ao movimento de clubes brasileiros pela manutenção do mercado regulado de bets no país.
Na última quinta-feira, Flamengo, Palmeiras, São Paulo, Santos, Botafogo, Fluminense, Vasco e Cruzeiro, além das federações Paulista e do Rio de Janeiro, divulgaram um manifesto em defesa do setor e alertaram para os impactos financeiros que eventuais restrições poderiam causar ao futebol.
Procurado pelo ge, o presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, reafirmou a posição adotada pelo clube.
Em declaração recente, o dirigente classificou o segmento de forma crítica e disse que o clube mato-grossense não pretende mudar sua postura. — Eu nunca concordei com esse segmento, eu acho criminoso.
As bets exploram as pessoas, causam suicídios e destroem famílias.
Nossos patrocinadores lá atrás já nos exigiram que a gente não firmasse contrato com as bets.
Tomamos uma decisão acertada — afirmou Dresch.
Governo estabelece novas regras para publicidade de bets A posição do Cuiabá contrasta com a manifestação divulgada por parte dos principais clubes do país.
O documento, intitulado “O fim do futebol brasileiro”, foi publicado em meio à possibilidade de o Governo Federal editar uma Medida Provisória para alterar as regras dos jogos on-line.
No manifesto, os clubes defendem a manutenção de um mercado regulado e afirmam que as empresas autorizadas se tornaram uma das principais fontes de receita do esporte.
Segundo o texto, os recursos das bets alcançam não apenas os clubes de maior expressão, mas também equipes de menor investimento, divisões de acesso e competições com menor exposição comercial.
Os clubes também argumentam que uma eventual proibição dos jogos on-line poderia reduzir o investimento das empresas no futebol e favorecer o mercado ilegal.
A manifestação defende o fortalecimento da fiscalização e dos mecanismos de proteção aos apostadores, sem a interrupção do mercado regulamentado.
Segundo o ge, a discussão no Governo Federal envolve uma possível alteração na legislação que regulamentou o setor de apostas no Brasil.
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