Se Flávio copiar Bukele, vai prender seus amigos milicianos?
Entramos nesse período eleitoral tendo a segurança pública como a maior preocupação dos brasileiros e, como esperado, foi um tema tratado pelos candidatos.
Flávio Bolsonaro, como muitos outros, usou El Salvador como modelo e chegou a reunir-se com o ministro da Justiça e Segurança Pública de lá, Gustavo Villatoro .
Disse que “a experiência de El Salvador mostra que é possível enfrentar o crime organizado com firmeza” e utilizou Bukele, o presidente do país, como uma espécie de slogan.
Nada muito diferente de Romeu Zema, do Novo, e Renan Santos, do Missão, que também disputaram o primeiro turno.
Acontece que Flávio promete bukelismo, mas basta olhar para seu histórico de vida para notar que ele tem outra coisa para entregar.
Vamos chamar essa coisa de milicianismo .
Como o milicianismo opera além do Rio O milicianismo não é um grupo armado, não é uma organização criminosa.
É um modelo de negócio, uma prática que já se espalha pelo país há alguns anos.
A referência principal é o que acontece no Rio de Janeiro.
Há 18 anos, Flávio se opôs à CPI das Milícias e defendeu que não poderíamos “estigmatizar a milícia” .
Diferentemente do que costuma dizer quando confrontado com suas falas do passado, não era uma questão de falta de entendimento.
Flávio tem amigos, assessores, parceiros de negócio, companheiros da longa trajetória de seu pai e da sua também, que lucram com esse modelo de negócio.
Não tinha mesmo como ir contra isso. ‘O milicianismo não é um grupo armado, não é uma organização criminosa.
É um modelo de negócio, uma prática que já se espalha pelo país há alguns anos’.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.intercept.com.br — o conteúdo pertence a Intercept Brasil.