Representante brasileiro no Oscar 2027 emociona ao mostrar o Alzheimer pelo olhar de uma criança
Dirigido por Allan Deberton, Feito Pipa acompanha Gugu (Yuri Gomes), um menino criado pela avó Dilma (Teca Pereira) no interior do Ceará.
Apaixonado por futebol e acostumado a viver com liberdade, ele precisa lidar com os primeiros sinais de Alzheimer da avó e com a possibilidade de ir morar com o pai, Batista (Lázaro Ramos), com quem mantém uma relação difícil.
Um protagonista que não abaixa a cabeça Um dos maiores trunfos de Feito Pipa está em criar, desde o início, um protagonista forte, que não se vitimiza e responde às violências que sofre.
Não que esse seja necessariamente o comportamento adequado, mas é muito melhor do que observar um personagem passivo diante do bullying.
Gugu é irônico, cínico e engraçado.
Sabe como não ficar para trás quando tentam diminuí-lo, e Yuri Gomes encontra o tom certo para dar vida a essa personalidade sem transformar o garoto em alguém artificialmente esperto.
É uma criança que reage como consegue, com os recursos que tem.
A infância diante do Alzheimer A relação com a avó é outro ponto forte porque o filme entende o que significa ser criança.
Gugu percebe o que está acontecendo com Dilma, mas não compreende tudo.
Isso o leva a cometer erros e a não saber lidar direito com a situação, algo absolutamente legítimo para sua idade.
Ele não sabe exatamente o que é Alzheimer nem como a doença se manifesta.
Daí surgem situações marcadas pela inocência, sem que o filme precise transformar cada momento em uma lição sobre a doença.
É justamente nesse contexto que Teca Pereira entrega a atuação mais impressionante do filme.
Retratar o Alzheimer sem cair em uma afetação fabricada é um desafio considerável, e a atriz encontra um caminho natural.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.