Rússia está travando uma 'guerra híbrida' contra a Europa?
Especialistas afirmam que a Rússia está travando uma guerra híbrida contra a Europa, utilizando táticas militares e não militares para exercer pressão sem um conflito aberto EPA/BBC As tensões entre a Rússia e o Ocidente aumentaram depois que a Alemanha atribuiu a culpa pelo ataque com drones ocorrido no mês passado no aeroporto de Leipzig/Halle diretamente a Moscou.
O ministro do Interior alemão, Alexander Dobrindt, afirmou que o envio de um drone carregado com explosivos seguia o "padrão bem estabelecido de operações híbridas russas na Europa" — o uso de táticas militares e não militares para exercer pressão sem conflito aberto. 'Guerra híbrida' explora o espaço entre a paz e um conflito aberto; entenda Em resposta, a Alemanha e a Rússia fecharam os centros culturais uma da outra, incluindo o consulado russo em Bonn.
O embaixador dos Estados Unidos na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Matthew Whitaker, descreveu o incidente no Aeroporto de Leipzig/Halle — que tem participado em operações logísticas de apoio a Kiev — como uma das "ações híbridas mais preocupantes" que a Europa já viu.
Ele acrescentou que era importante "expressar veementemente que isso é inaceitável" e que não será tolerado.
Especialistas afirmam que incidentes como esse fazem parte de um padrão mais amplo de ações que se tornaram cada vez mais frequentes em toda a Europa desde a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022.
Moscou negou qualquer envolvimento em Leipzig, rejeitando as acusações alemãs como infundadas.
Também negou acusações referentes a incidentes anteriores.
França alerta sobre novos ataques da Rússia a países europeus O alerta de Macron O presidente francês, Emmanuel Macron, alertou que a ameaça de ataques híbridos por parte da Rússia se intensificou.
Em uma coletiva de imprensa no Palácio do Eliseu, em Paris, nesta sexta-feira (18/9), Macron afirmou ter ordenado a criação de um plano para proteger infraestruturas críticas e instalações da indústria de defesa diante dessa ameaça.
O presidente francês falava a jornalistas após reunir-se com líderes partidários para discutir o impacto na segurança decorrente das guerras no Oriente Médio e na Ucrânia.
"A intenção é nos intimidar e romper nossos esforços de apoio à Ucrânia.
O resultado será exatamente o oposto.
Não nos deixamos intimidar, pois sabemos que nossa segurança, hoje e amanhã, está em jogo na Ucrânia." No domingo passado, um drone russo atingiu um trem de passageiros perto da fronteira entre a Ucrânia e a Polônia, pouco depois de o ex-primeiro-ministro britânico Boris Johnson e autoridades europeias de segurança de alto escalão terem passado pela mesma linha férrea.
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