Lula faz apelo aos evangélicos em carta sobre eleição presidencial; leia aqui
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou uma carta direcionada às famílias evangélicas brasileiras, datada desta quarta-feira (14), na qual aborda temas como fé, família, segurança pública, combate às apostas online e redução da jornada de trabalho.
No documento, o petista também pede que os eleitores reflitam sobre suas escolhas no segundo turno da eleição presidencial.
Logo na abertura, Lula afirma que não é evangélico, mas ressalta seu respeito pelas diferentes religiões e profissões de fé.
O presidente recorre à própria trajetória familiar e à relação com sua mãe, Dona Lindu, para destacar a importância da família e apresentar os compromissos que diz orientar sua atuação política.
Ao longo da carta, Lula defende o combate às apostas online, conhecidas como bets, e a ampliação do descanso semanal dos trabalhadores.
O presidente também promete intensificar as ações de segurança pública, proteger mulheres, crianças e adolescentes e combater o crime organizado.
Ao tratar da relação entre religião e política, afirma que ninguém poderá acusá-lo de apoiar medidas que fechem templos ou desrespeitem a liberdade religiosa.
Na parte final, Lula dirige um apelo aos eleitores evangélicos para que participem da votação com a consciência livre e busquem orientação religiosa antes de decidir seu voto.
O presidente encerra a mensagem pedindo orações e manifestando esperança na vitória eleitoral.
Leia a seguir a carta do presidente Lula aos evangélicos “Carta de Luiz Inácio Lula da Silva para as Famílias Evangélicas Brasileiras Queridas famílias evangélicas do Brasil, Resolvi escrever a vocês com o coração aberto, cheio de verdade, pois os cristãos com quem tenho dialogado estão me ensinando que a Bíblia nos orienta a “seguir a verdade em amor.” Não sou evangélico, mas tenho total respeito por quem é, assim como tenho por todas as religiões e profissões de fé.
Temos uma coisa em comum: o compromisso de cuidar das famílias brasileiras, pois somente lares fortes podem produzir uma nação forte! Aprendi dentro de casa o valor do trabalho, resistindo bravamente com minha mãe, Dona Lindu, para criar uma família com sete irmãos.
Com essa base familiar sólida, aprendi a amar e a lutar para transformar a realidade.
É nesse chão que a minha história se encontra com a história de vida e de fé da sua família.
Entrei para a política com esse compromisso em meu coração: ajudar a mudar as condições de vida das famílias pobres e batalhadoras.
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