Meta aumenta previsão de gastos com IA para R$ 783 bilhões após receita crescer 26%
A Meta aumentou a previsão mínima de investimentos para 2026 e anunciou uma nova classe de ações sem direito a voto ao divulgar os resultados do terceiro trimestre nesta quarta-feira (21).
A dona do Facebook , Instagram, Threads e WhatsApp registrou receita de US$ 64,6 bilhões (cerca de R$ 349 bilhões), alta de 26% em relação ao mesmo período do ano passado, mas teve o lucro pressionado por uma despesa jurídica bilionária ligada a um acordo sobre danos associados às suas plataformas.
A companhia agora espera gastar entre US$ 135 bilhões e US$ 145 bilhões (cerca de R$ 729 bilhões a R$ 783 bilhões) em investimentos de capital ao longo de 2026.
Antes, a previsão começava em US$ 130 bilhões (cerca de R$ 702 bilhões), mantendo o teto de US$ 145 bilhões.
Os números reforçam a aposta do CEO Mark Zuckerberg em infraestrutura de inteligência artificial (IA), incluindo centros de dados, chips e capacidade computacional.
Ao mesmo tempo, a Meta busca ampliar as possibilidades de financiar essa expansão sem comprometer o controle acionário do executivo.
Receita supera expectativas, mas lucro sofre impacto de acordo judicial A receita de US$ 64,6 bilhões superou as expectativas de Wall Street, que projetavam aproximadamente US$ 63,37 bilhões (cerca de R$ 342 bilhões).
O crescimento anual de 26% foi impulsionado principalmente pelo negócio de publicidade, que continua sendo a principal fonte de faturamento da empresa; O lucro por ação diluído ficou em US$ 3,83.
O resultado, porém, foi afetado por uma despesa de US$ 9,89 bilhões (cerca de R$ 53,4 bilhões) relacionada ao acordo firmado em agosto para encerrar processos movidos por estados estadunidenses sobre alegações de que as plataformas da Meta foram projetadas para estimular o uso compulsivo entre crianças e adolescentes; Sem essa despesa extraordinária, o lucro por ação teria chegado a US$ 7,40, segundo os cálculos divulgados pela companhia; O acordo prevê pagamentos que podem chegar a US$ 18 bilhões (cerca de R$ 97 bilhões) ao longo de uma década, além de restrições relacionadas ao uso do Facebook e do Instagram por adolescentes.
A resolução dos processos também afastou obstáculo jurídico que poderia resultar em julgamento prolongado e na divulgação de documentos internos da empresa.
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