Algodão ganha espaço para recuperação com oferta ajustada, aponta Itaú BBA
O mercado global de algodão entra na safra 2026/27 com uma relação mais apertada entre oferta e demanda, cenário que pode dar sustentação aos preços da fibra, segundo relatório do Itaú BBA.
A instituição estima produção mundial de 25,5 milhões de toneladas, abaixo do consumo projetado em 26,8 milhões de toneladas.
Com isso, o mercado deve registrar um déficit de aproximadamente 1,2 milhões de toneladas e reduzir os estoques finais globais de 16,4 milhões de toneladas na temporada 2025/26 para 15,2 milhões de toneladas em 2026/27.
De acordo com o banco, o ajuste aumenta a sensibilidade dos preços a eventuais perdas produtivas, especialmente entre grandes produtores e exportadores.
O cenário fica ainda mais restrito quando são desconsiderados os estoques chineses, que têm menor circulação no comércio internacional.
Nesse recorte, uma redução adicional da oferta nos Estados Unidos, Índia ou China poderia aumentar a pressão sobre as cotações.
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Segundo o relatório, condições climáticas favoráveis, maior participação de áreas irrigadas e avanços tecnológicos compensaram a redução da área.
As exportações também atingiram recorde no ano comercial 2025/26, com 3,4 milhões de toneladas embarcadas.
A China importou 1,5 milhões de toneladas da fibra no período, e o Brasil respondeu por 784 mil toneladas, ou 51% das compras chinesas.
O país também vem diversificando seus destinos.
Em agosto de 2026, a Índia respondeu por 26% dos embarques brasileiros, seguida por Paquistão, Bangladesh, Vietnã e Turquia.
Para o Itaú BBA, a expansão nesses mercados reduz a dependência brasileira em relação à China e aproxima o país dos principais polos de transformação da fibra.
Preços e margens melhoram A valorização das cotações em Nova York também melhorou as condições econômicas para os produtores brasileiros.
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