FAB usa tecnologia aérea para combater incêndios no Amazonas
Duas aeronaves militares KC-390 Millennium, pertencentes à Força Aérea Brasileira (FAB), reforçam nesta segunda-feira (12) o combate direto aos incêndios florestais no estado do Amazonas.
Considerado o mais avançado avião militar projetado na América Latina, o modelo traz recursos tecnológicos essenciais para agir na região.
A força-tarefa divide a atuação entre duas funções estratégicas no território amazonense.
Enquanto uma das aeronaves opera como cargueiro de apoio logístico às missões, a outra recebeu o Sistema Modular Aerotransportado de combate a incêndios (MAFFS) para atuar diretamente nos focos de fogo.
Leia Mais Piloto registra interceptação por caça da FAB; veja vídeo FAB derruba aeronave suspeita no Amazonas vinda do Peru FAB define áreas de exclusão aérea em Belém durante a COP30 Capacidade de lançamento e tecnologia a bordo Esse sistema de combate permite descarregar até 12 mil litros de água pressurizada em apenas um sobrevoo.
Ao detalhar o emprego do cargueiro, o tenente-coronel aviador Daniel Souza, comandante do Esquadrão Zeus, explica: “É uma aeronave multimissão configurável e uma das missões que ela faz é o combate a incêndios”.
As atividades começaram com uma primeira decolagem no período da manhã.
A tripulação realizou um voo inicial para identificar onde estavam os focos do fogo e ajustar os parâmetros do sistema.
Logo depois, em uma segunda decolagem, o avião recebeu o abastecimento de água e executou o primeiro lançamento.
A precisão no ar ajuda a superar as dificuldades do terreno e as condições climáticas.
O comandante destacou esse trabalho técnico: “O maior desafio é que o incêndio se movimenta de acordo com o tempo, mas a aeronave KC-390 tem tecnologias tão avançadas que a gente consegue inserir no sistema, e o avião verifica e faz os lançamentos precisos”.
Operação diária e estado de emergência A programação da FAB prevê a execução de três lançamentos de água por dia com o KC-390.
Essa rotina intensa deve continuar até que as autoridades consigam controlar totalmente a crise ambiental no estado.
O tempo total da presença militar dependerá do andamento das operações na mata.
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