Macron restringe protestos na França após onda de violência e saques
O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta quinta-feira (22) novas restrições à realização de manifestações no país, após uma onda de protestos marcada por confrontos com a polícia, incêndios e saques em diversas cidades francesas.
A decisão estabelece que atos convocados por indivíduos ou grupos considerados sem legitimidade para organizar manifestações serão proibidos nos próximos dias, incluindo o sábado (24), quando estão previstas novas mobilizações.
A medida foi anunciada após uma reunião do Conselho de Segurança francês, que reuniu ministros, representantes dos serviços de inteligência e autoridades responsáveis pela ordem pública.
Segundo Macron, o objetivo é evitar a repetição dos episódios de violência registrados no último fim de semana, considerados entre os mais graves enfrentados pela França nos últimos anos.
As restrições, entretanto, não representam uma proibição de todas as manifestações.
Protestos organizados por sindicatos poderão ser autorizados, embora estejam sujeitos a mudanças de percurso e outras exigências de segurança.
Governo francês endurece medidas contra manifestações Ao anunciar as restrições, Macron afirmou que a prioridade do governo é restabelecer a tranquilidade nas cidades atingidas pelos confrontos.
O presidente declarou que manifestações organizadas por grupos considerados ilegítimos não serão permitidas e ressaltou que as autoridades poderão estabelecer condições específicas para os atos sindicais.
Entre as medidas previstas está a alteração dos trajetos de passeatas para evitar a concentração de manifestantes em áreas comerciais, prédios públicos e locais que sofreram depredações.
O governo também anunciou o reforço da presença policial nas ruas, especialmente nas regiões onde ocorreram os confrontos mais violentos.
Macron responsabilizou grupos de extrema esquerda e participantes de atos de vandalismo por parte dos distúrbios, afirmando que algumas ações tiveram caráter político e buscaram desestabilizar as instituições francesas.
As declarações refletem a avaliação do governo.
Organizações de manifestantes, por sua vez, contestam a associação generalizada entre os protestos e os episódios de violência.
Paris e outras cidades adotam restrições Antes mesmo do anúncio presidencial, autoridades locais já haviam determinado restrições à circulação e à realização de manifestações em diferentes regiões da França.
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