Jornada menor e reforma tributária pressionarão empresas, diz estudo
A redução da jornada de trabalh o e a reforma tributária irão pressionar o caixa das empresas .
A conclusão é de um relatório do Grupo Assertif , especializado em inteligência fiscal e recuperação de créditos tributários.
Eis a íntegra (PDF-2,5Mb).
O documento apresenta simulações para mostrar como o intervalo entre o início das despesas e o recebimento de receitas adicionais pode exigir recursos para financiar a adaptação das empresas ao novo cenário de 2027.
Em um exemplo hipotético de uma prestadora de serviços, a necessidade chega a R$ 350 mil para preservar uma reserva mínima de R$ 100 mil em caixa.
A simulação considera conjuntamente os efeitos trabalhistas e tributários.
O valor cai para R$ 85.000 quando a simulação considera só o aumento dos gastos com pessoal depois do fim da escala 6 X 1.
A análise considera a redução progressiva da jornada semanal, sem diminuição salarial, e a transição para o novo sistema de tributação sobre o consumo.
Segundo o relatório, as mudanças devem ser incorporadas à mesma projeção financeira, com atenção aos prazos de pagamento, recebimento e aproveitamento de créditos tributários.
REAJUSTE DE PREÇOS NÃO GARANTE CAIXA Uma empresa pode negociar um reajuste no preço cobrado pelo serviço para compensar o aumento dos gastos com funcionários depois da redução da jornada de trabalho.
Mas, se as novas despesas começarem antes de o cliente pagar o valor reajustado, a empresa poderá precisar de dinheiro extra para manter a operação.
O problema, portanto, não é apenas quanto a empresa gasta ou recebe, mas quando o dinheiro entra e sai do caixa.
O relatório apresenta o exemplo hipotético de uma prestadora de serviços que tem R$ 300 mil disponíveis e gera R$ 20.000 por mês depois de pagar as demais despesas.
Para compensar os custos adicionais com a equipe, a empresa negocia com seu principal cliente um reajuste no contrato que acrescentaria R$ 70.000 mensais, já descontados os tributos e outros gastos associados.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.poder360.com.br — o conteúdo pertence a Poder360.