Por que os boatos de morte perseguem a família de Kim Jong-un?
Kim Jong-un voltou a ser dado como morto nas redes sociais.
A versão mais recente afirma que o líder norte-coreano teria sofrido uma hemorragia cerebral, sido levado a Pequim e morrido durante o tratamento.
Não foram apresentadas provas que sustentem o relato.
Autoridades sul-coreanas disseram não ter recebido informações que confirmassem a história.
Em meio à circulação do boato, a agência estatal norte-coreana KCNA publicou, ontem, dia 20, fotografias de Kim numa exposição de roupas e calçados em Pyongyang.
Segundo a agência, a visita ocorreu na véspera, com a mulher, Ri Sol-ju, e a filha, Kim Ju-ae.
Numa das imagens, ele se inclina para observar um par de sapatos infantis cor-de-rosa.
A data em que as fotos foram feitas não pôde ser verificada de forma independente.
As alegações partiram de publicações de Wanjun Xie, dissidente chinês que vive nos Estados Unidos, e foram reproduzidas por veículos internacionais.
Xie não apresentou prontuários, testemunhos verificáveis ou outros elementos que comprovassem a suposta emergência médica.
A história ainda deu origem a conjecturas sobre uma transferência de poder para a filha ou para a irmã de Kim, Kim Yo-jong.
O episódio se soma a uma sequência de falsos alarmes que atravessa três gerações da mesma família.
Muito antes de Kim Jong-un assumir o comando do país, seu avô e seu pai já haviam sido alvo de notícias de morte que acabaram desmentidas.
O sigilo sobre a saúde dos dirigentes ajuda a explicar por que essas histórias se repetem.
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