Engenharia genética abre novas perspectivas para o melhoramento e a reprodução de bovinos
Foto: Seapa / Divulgação O uso da engenharia genética para desenvolver bovinos mais tolerantes ao calor e as possibilidades de aplicação das células-tronco na reprodução assistida estão entre as abordagens científicas que podem contribuir para o avanço da pecuária.
As pesquisas envolvem técnicas capazes de modificar características específicas dos animais, acelerar processos de melhoramento e, no futuro, ampliar as ferramentas disponíveis para a reprodução bovina.
Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Os temas vão ser apresentados pelo pesquisador Luiz Sergio Camargo da Embrapa (Juiz de Fora-MS) e pela pesquisadora Anna Denicol, da Universidade da Califórnia, em Davis (EUA), durante o I SIMFertCorte – Simpósio Internacional de Reprodução e Fertilidade em Gado de Corte , que acontece nos dias 15 e 16 de outubro de 2026, em Campo Grande (MS).
Embora estejam em diferentes estágios de desenvolvimento, as linhas de investigação têm como ponto de convergência o uso do conhecimento sobre células e material genético para aperfeiçoar características de interesse produtivo e reprodutivo.
Estresse térmico desafia a produtividade da pecuária tropical Um dos principais desafios da criação de bovinos em regiões tropicais e subtropicais é o estresse térmico provocado pelas condições de temperatura e umidade.
Seus efeitos são particularmente relevantes para animais de origem europeia, selecionados ao longo de décadas para características produtivas, mas que apresentam maior sensibilidade ao calor.
Entre os exemplos estão bovinos da raça Angus, utilizados na produção de carne, e da raça Holandesa, especializada na produção de leite.
Apesar do potencial produtivo dessas raças, as condições ambientais podem comprometer seu desempenho.
Segundo Camargo, o estresse térmico pode afetar a fertilidade, reduzir as taxas de concepção, aumentar o intervalo entre partos e prejudicar a produção.
Dependendo das condições, também pode interferir em características relacionadas à qualidade dos produtos de origem animal.
O problema não se limita às regiões tipicamente tropicais.
Áreas de clima temperado, como parte do Sul do Brasil, podem apresentar verões suficientemente quentes para provocar um desconforto.
Nesse cenário, a proposta da pesquisa é aumentar a capacidade de tolerância ao calor sem abrir mão das características produtivas já selecionadas nas raças.
“É trazer um melhoramento para esses animais, fazer com que eles melhorem sua capacidade de tolerar temperaturas mais elevadas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.canalrural.com.br — o conteúdo pertence a Canal Rural.