A conjunção de fatores extremos do clima no acidente que matou o cantor Rick em SC
No momento em que o helicóptero que levava Rick Sollo desapareceu , na tarde de segunda-feira, 21, Santa Catarina estava sob alerta vermelho do Inmet, com previsão de chuva extrema, ventos acima de 100 km/h e granizo.
Na região montanhosa, uma combinação de frente fria, calor, umidade e rápida mudança de tempo tornou as condições especialmente adversas: uma parede de nuvens encobriu o céu antes aberto, a temperatura despencou e o vento ganhou força.
Nesse cenário, a aeronave que transportava o cantor da dupla Rick & Renner, o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares e os dois tripulantes, sumiu.
No dia seguinte, os destroços foram localizados em uma área de mata na região de Urubici.
Não houve sobreviventes, as circunstâncias do acidente ainda são investigadas pela Força Aérea Brasileira, mas a conjunção de fatores extremos do clima naquela hora contribuiu.
O dado que chama a atenção é que o voo aconteceu durante uma janela de tempo severo.
Naquele dia, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) havia emitido um alerta vermelho, de “grande perigo”, para tempestades em áreas do Sul.
Para partes de Santa Catarina, a previsão indicava chuva superior a 60 milímetros por hora ou acumulados acima de 100 milímetros em 24 horas, rajadas superiores a 100 km/h e possibilidade de granizo.
Não era apenas uma chuva de primavera.
O sistema que avançava sobre o Estado reunia diferentes ingredientes atmosféricos.
Segundo a Epagri/Ciram, uma frente fria passava pelo Estado em meio a calor e intenso fluxo de umidade.
A previsão para a segunda-feira apontava risco alto de temporais, com chuva intensa, raios, vendavais e granizo.
As rajadas poderiam chegar a 60 a 100 km/h; em tempestades severas, os ventos poderiam ultrapassar 90 km/h.
Imagens de satélite divulgadas pela própria Epagri/Ciram às 13h38 mostravam nuvens de grande desenvolvimento vertical e topo muito frio avançando entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
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