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Atraso no beneficiamento do algodão acende alerta para contratos de exportação

Canal Rural ·
Atraso no beneficiamento do algodão acende alerta para contratos de exportação

Foto: Jefferson Aleffe/Marca Comunicação Com a colheita do algodão encerrada no Brasil e o beneficiamento ainda em andamento, a safra 2025/26 entra em uma etapa de maior atenção para os contratos de exportação.

Esse intervalo entre a retirada do algodão do campo e a disponibilidade da pluma beneficiada, classificada e pronta para embarque é o que contribui para um problema já bastante conhecido do cotonicultor: maior pressão de prazos de entrega e menores janelas de embarque.

Dados divulgados em setembro ajudam a dimensionar o descompasso que marcou a passagem da colheita para a etapa comercial.

De acordo com a Conab, a retirada da pluma da lavoura já se aproximava do fim na primeira quinzena do mês, com 95,6% da área colhida.

Enquanto isso, levantamento da Agroconsult mostrava que, até 3 de setembro, somente 35% do algodão havia passado pelo beneficiamento.

Portanto, naquele momento, parcela relevante da safra ainda precisava percorrer etapas posteriores à colheita antes de chegar às condições comerciais necessárias para entrega.

Para a Chief Legal Officer para Assuntos Corporativos e de Negócios do Albuquerque Melo Advogados, Cristiane Secco, esse intervalo entre a colheita e a disponibilidade comercial da fibra pode se transformar em questão jurídica quando alcança prazos definidos nos contratos, especialmente nas operações destinadas ao mercado externo.

A existência física do produto não significa, necessariamente, que ele esteja em condições de cumprir a janela de embarque pactuada.

“O mercado costuma tratar atraso de beneficiamento como um problema operacional.

Contratualmente, ele não é neutro: quando a fibra existe, mas ainda não está beneficiada, classificada e posicionada dentro do shipment period , a pergunta que importa é quem assumiu esse risco no contrato, e muitos contratos da safra atual não respondem a isso com clareza.” Exportações recordes aumentam peso dos prazos O Brasil chega a esta etapa da safra em um novo patamar no comércio internacional.

Entre agosto de 2025 e julho de 2026, o país exportou 3,37 milhões de toneladas de algodão, alta de 19% em relação ao ano comercial anterior e, pela primeira vez, superou a marca de 3 milhões de toneladas.

Segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), os embarques movimentaram US$ 5,3 bilhões, consolidando o país como o maior exportador mundial da fibra.

Para a próxima temporada comercial, a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) já projeta um novo recorde de exportações.

Em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão, realizada em 15 de setembro, a entidade destacou que o escoamento de uma safra elevada ocorrerá em um cenário de compradores mais cautelosos e maior disputa pelos mercados internacionais.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.canalrural.com.br — o conteúdo pertence a Canal Rural.

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