Trump prepara sanções contra o Tribunal Penal Internacional, diz jornal
O governo Trump está se preparando para impor sanções ao TPI (Tribunal Penal Internacional), informou o jornal americano Wall Street Journal neste domingo (20), citando autoridades.
As sanções proibiriam a maioria das transações com o TPI após um período de carência de seis a sete meses, segundo a reportagem, que citou documentos analisados pelo jornal.
Segundo a reportagem, isso poderia paralisar o tribunal, impedindo-o de realizar transações em dólares, afim de isolá-lo do sistema financeiro global.
Leia mais Partido de Putin lidera eleição parlamentar na Rússia Autoridades do Irã vão aos EUA para encontro da ONU; países trocam ameaças Canadá e França reforçam laços em meio a tensões com os EUA As autoridades não divulgaram quando a decisão final ou eventuais anúncios serão feitos, embora funcionários da administração tenham afirmado que a medida poderia ser finalizada nesta semana, de acordo com o Washington Post.
A movimentação acontece em meio aos esforços de Washington para atringir o tribunal após a corte emitir um mandado de prisão contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu .
O que é o TPI? O Tribunal Penal Internacional abre processos contra indivíduos por crimes de guerra ou crimes contra a humanidade.
A origem da corte, também conhecida como Tribunal de Haia, está no Estatuto de Roma, elaborado durante uma conferência na capital italiana em 1998.
O documento apresentou os termos para a criação de um tribunal internacional permanente e independente que fosse responsável por julgar e prevenir crimes internacionais de grande gravidade.
De acordo com as regras do tribunal, todos os signatários do Estatuto de Roma têm a obrigação de cooperar plenamente com as suas decisões.
Desde o final da Segunda Guerra Mundial , a diplomacia internacional via a necessidade de criar uma corte internacional que julgasse crimes de grandes proporções contra a humanidade.
Ao término da conferência, 120 países aprovaram a criação do TPI.
Sete nações se opuseram ao estatuto: Catar, China, Estados Unidos, Iêmen, Iraque, Israel e Líbia.
A Rússia chegou a ratificar o Estatuto de Roma, mas posteriormente retirou sua assinatura.
Sendo assim, o governo do presidente russo, Vladimir Putin, não teria que cumprir uma possível sentença contra ele proferida pelo Tribunal, já que o país não faz parte do TPI.
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