UE mira nos pacotes de moedas virtuais em games
Todo mundo já deve ter passado por essa situação: seu jogo online favorito disponibiliza um item limitado adquirível via moedas virtuais , mas quando você se dirige para a loja, elas são vendidas em pacotes que sempre deixam um quantia sobrando em sua carteira, pelas quais você pagou sem necessidade.
Pois a União Europeia ( UE ) decidiu que isso não será mais tolerado.
UE: lei exigirá verificação de idade também em games ECA Digital: o que muda no Brasil para web, redes e games O órgão regulador para a concorrência da Itália anunciou uma ação coordenada do bloco contra 10 estúdios, incluindo Ubisoft , Activision Blizzard , Mojang e Riot Games , ao acusá-los de viciar menores para arrancar o máximo de grana possível deles.
Mesmo Assassin's Creed Shadows tem suas "moedinhas divertidas", assim chamadas pela própria Ubisoft (Crédito: Divulgação/Ubisoft) UE contra as "moedas divertidas" Não é segredo que a indústria de games hoje gira em torno de Jogos Como um Serviço (GaaS), que se desdobram em títulos freemium, complementados com DLCs pagos para terem algo além das funcionalidades mínimas, os gachas, que pegam pesado no FOMO a fim de incentivar os jogadores a rodarem as roletas de waifus e husbandos limitados, e serviços online permanentes com microtransações, que podem ser inclusive games premium vendidos a preço cheio (a série Call of Duty é o melhor exemplo).
Títulos como Fortnite e Roblox lucram montanhas de dinheiro todos os meses e, desnecessário dizer, uma parte significativa de seu público são crianças e adolescentes, o que levou diversos países, incluindo o Brasil, a engrossarem para o lado de empresas monetizando experiências dos menores sem controle.
Por aqui, o ECA Digital proibiu completamente as caixas de loot e experiências similares para menores, o que jogou todos os gachas e quase todos os games online para a classificação 18+, sem choro nem vela.
Fortnite escapou por pouco ao ser reclassificado de 12+ para 16+, mas Roblox não teve a mesma sorte e viu sua classificação indicativa subir, de valores mistos conforme as experiências oferecidas internamente, pra 18+ em todas sem exceções.
Outro ponto de discussão entre reguladores é do das moedas virtuais.
Elas funcionam como um sistema de monetização exclusivo de cada título, para a compra de itens diversos que podem ser skins de personagem, chances extras de rodar banners/roletas em gachas, ou outras benesses para incrementar a jogabilidade.
O problema, a maioria dos desenvolvedores não oferecem opções para compras individuais dessas moedas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em meiobit.com — o conteúdo pertence a Meio Bit.