Pastor Márcio Poncio volta a ser alvo da PF em nova fase da Operação Unha e Carne
O pastor Márcio Poncio voltou a ser alvo da Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira, 29, na 9ª fase da Operação Unha e Carne .
Ele está em prisão domiciliar humanitária , concedida pelo ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal (STF) , desde julho.
A nova etapa tem como objetivo investigar a atuação de uma organização criminosa relacionada à lavagem de dinheiro, ocultação patrimonial e utilização de pessoas físicas e jurídicas para dissimulação da propriedade de bens e valores.
Além de Poncio, a ação desta quinta mira Bernardo Coutinho Loyola , sobrinho do bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho , o Adilsinho .
O contraventor foi alvo da 5ª fase da Unha e Carne, realizada em julho.
Apontado como chefe da “máfia de cigarros”, Adilsinho foi preso em fevereiro após décadas foragido da Justiça Estadual.
São cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em endereços na Barra da Tijuca , na Zona Sudoeste do Rio.
As diligências são realizadas em salas comerciais no bairro, identificadas como “estruturas operacionais e administrativas do grupo investigado”, e um imóvel residencial.
Os agentes buscam apreender “documentos, dispositivos eletrônicos, registros contábeis e demais elementos de prova relacionados à investigação”, informou a PF em nota.
“As investigações apontaram indícios da existência de uma complexa rede patrimonial composta por imóveis de alto padrão, aeronaves executivas, veículos de luxo e empresas registradas em nome de familiares, colaboradores próximos e terceiros formalmente desvinculados do núcleo investigado, mas que permaneceriam sob administração de integrantes da organização criminosa”, acrescentou.
Continua após a publicidade O esquema também recorria a dinheiro em espécie, a movimentações financeiras sem rastreabilidade compatível e ao uso de empresas nacionais e estrangeiras como “laranjas”.
A PF também apura a possível utilização de entidades religiosas e holdings patrimoniais para desvincular bens de elevado valor econômico aos investigados.
A Operação Unha e Carne foi iniciada no ano passado para apurar uma suposta estrutura responsável por repassar informações sigilosas sobre operações contra o Comando Vermelho (CV) , comprometendo ações policiais e favorecendo integrantes da organização criminosa.
Segundo a PF, os vazamentos teriam permitido a destruição ou ocultação de provas.
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