SC: Lula liga para candidata agredida; deputado do PL propõe aplauso a PMs
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ligou para prestar solidariedade à advogada Fernanda Klitzke (PT), candidata a suplente ao Senado, agredida no último sábado por policiais militares em Jaraguá do Sul (SC). Dois dias depois da agressão, o deputado estadual Sargento Lima (PL) propôs na Assembleia Legislativa uma moção de aplauso aos PMs que atuaram na ocorrência.
Lula prestou solidariedade. A ligação ocorreu no domingo, mas o vídeo só foi divulgado hoje por Gelson Merisio (PSB), candidato ao governo na mesma coligação. Na breve conversa, o presidente pergunta o que aconteceu, se Fernanda registrou queixa e promete abraçá-la quando for ao estado. Lula tem agenda confirmada em Florianópolis no próximo sábado.
Deputado pretende homenagear policiais envolvidos. Na segunda-feira, o deputado estadual Sargento Lima (PL) protocolou na Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina) uma moção de aplauso em homenagem aos policiais envolvidos no caso. Lima concorre a deputado federal.
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Texto não menciona a candidata e trata a versão da corporação como fato. O documento diz que o Cabo PM Clovis Kaue Weber, que desferiu chutes contra Fernanda quando ela já estava no chão, apresentou "condução técnica da ocorrência até a efetiva entrega dos envolvidos à Delegacia de Polícia".
Moção foi protocolada, mas não entrou na pauta de hoje, segundo a Alesc. A próxima sessão só deve ocorrer após as eleições.
Bancada do PT cobrou explicações do governo e tenta barrar a moção. Assinado pelo líder Fabiano da Luz e pelos deputados Luciane Carminatti, Neodi Saretta e Padre Pedro Baldissera, um pedido de informação ao governador, Jorginho Mello (PL), com cópia à Secretaria de Segurança Pública e ao Comando-Geral da PM, faz nove perguntas sobre a abordagem.
Deputados querem saber se policiais serão investigados. Os parlamentares questionam se foi aberto inquérito policial militar ou sindicância, quem autorizou o uso de munição de impacto controlado, se os policiais usavam câmeras corporais e se as imagens foram preservadas, e se as lesões de Fernanda foram registradas em exame de corpo de delito.
Pedido tenta pressionar parlamentares. O UOL apurou que o objetivo também é constranger os deputados a não aprovarem a moção. O texto também precisa passar pelo plenário.
Aliados de Fernanda levaram o episódio para a TV. Tanto hoje, quando na segunda-fera, os candidatos da coligação de Merisio e de Décio Lima (PT), que disputa o Senado, usaram o caso no horário eleitoral. "Seja qual for a sua opinião política, sei que concordamos em uma coisa: nada justifica violência contra uma mulher indefesa, mas foi o que aconteceu em Jaraguá do Sul", afirmou Décio, de quem Fernanda é suplente.
Para o relator, a peça só ataca o adversário, sem nenhuma proposta. O desembargador eleitoral Marcelo Volpato de Souzal aplicou o entendimento do tribunal de que é proibido pagar para impulsionar propaganda negativa, ainda que a crítica seja legítima.
Jorginho evitou dizer se concorda com a conduta dos PMs.
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