Casa cheia de siriris? O que atrai os cupins voadores, segundo biólogo
Uma combinação de chuva, aumento da temperatura e iluminação artificial ajuda a explicar por que tantos cupins voadores - também chamados de siriris ou aleluias - aparecem perto de casas e entram nos imóveis.
Eles não aparecem 'do nada'. Na verdade, são os indivíduos reprodutores de colônias já estabelecidas que, em determinadas condições ambientais, deixam o ninho em grande quantidade para realizar o voo nupcial, encontrar parceiros e tentar formar novas colônias Matheus Viola Fernandes, biólogo e especialista em pragas urbanas, ao UOL
As revoadas são sazonais e podem variar conforme a espécie. A elevação da temperatura, a umidade do ar e do solo e a ocorrência de chuvas estão entre os principais estímulos ambientais para a saída dos insetos.
A umidade reduz o risco de desidratação fora da colônia. Para espécies subterrâneas, o solo úmido também facilita a procura dos casais por locais protegidos depois da perda das asas.
Por isso, períodos de chuva seguidos por temperaturas mais elevadas podem criar uma combinação bastante favorável às revoadas. Isso não significa que a chuva esteja produzindo uma infestação naquele momento. A colônia já estava presente e vinha se desenvolvendo há bastante tempo; o que as condições climáticas fazem é favorecer a saída sincronizada dos indivíduos reprodutores Matheus Viola Fernandes, ao UOL
O Departamento de Entomologia da Universidade de Kentucky também aponta o calor e a chuva como gatilhos para a saída dos alados. Após o voo, eles pousam, descartam as asas e procuram onde iniciar uma nova colônia.
A iluminação artificial é um dos principais fatores de atração durante as revoadas, especialmente no fim da tarde e à noite. Os cupins podem se concentrar ao redor de postes, luminárias, janelas e varandas e entrar pelas aberturas das residências.
Isso dá a impressão de que eles surgiram dentro da casa, embora a colônia possa estar no solo, em uma árvore ou em outra construção do entorno.
Como os insetos perdem as asas depois de pousar, é comum encontrar pequenas asas espalhadas perto de portas, janelas e lâmpadas. Durante uma revoada externa, manter portas e janelas fechadas e reduzir a iluminação próxima às aberturas pode diminuir a entrada dos insetos.
Nem sempre. Encontrar alguns cupins perto de uma janela aberta durante uma revoada não comprova que exista uma colônia no imóvel. A origem dos insetos e a repetição do fenômeno são informações mais importantes do que a quantidade observada em um único episódio.
O sinal merece atenção quando os alados aparecem repetidamente ou parecem sair de frestas, batentes, móveis, forros e paredes. Túneis de terra, madeira com partes ocas e marcas onduladas ou afundadas em revestimentos também são apontados pela Universidade de Kentucky como possíveis indícios da atividade de cupins subterrâneos.
Quando os alados aparecem repetidamente dentro do imóvel, principalmente saindo de frestas, batentes, móveis, forros, paredes ou outros elementos da construção, isso pode indicar a existência de uma colônia já estabelecida e merece uma inspeção mais detalhada Matheus Viola Fernandes, ao UOL
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